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Hermes

@Hermes_otrovador · desde 2019

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Amor

Sol de Verão

Em um dia de Sol de Verão, Lá estávamos nós, Eu e aminha amada, Deitados sobre a areia macia De uma praia deserta. Enquanto eu lhe massageava, Carinhosamente, O corpo belo e sedutor, Um vento peralta e enxerido Esvoaçava-lhe os frondosos cabelos... E o mar, com suas águas azuis e mornas, Convidava-nos gentil Para um prazeroso mergulho. Ah, que belo e inesquecível dia, Estava sendo aquele... No entanto, à noitinha, Já no aconchego do bangalô, Quando a minha amada despiu-se Revelando-me o seu corpo nu: Surpresa! Espanto! - Quem foi o ousado artista, Que lhe desenhou as linhas e curvas, Reforçando o traço dos contornos, Localizados nas fronteiras Do seu minúsculo biquíni? Quem foi o ousado artista Que lhe pintou a pele Com o mais nítido bronze? E foi num contexto De inveja e ciúme, Desejo e Paixão, Que eu logo entendi Não tratar-se de nenhum Ousado artista Ou pseudo-rival, Mas, tão somente, Do fogoso e caloroso Sol de Verão!!! Hermes, O Trovador

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Amor

Confissões Enigmáticas

Às vezes, ponho-me a pensar e refletir... Daí pergunto-me insistente: – O que vistes em mim, O que, realmente, queres de mim? Possuo uma mente mística E como já dizia Fernando Pessoa: – Os místicos veem misticismo em tudo! Decerto, o vejo em ti também! Ora é o teu olhar, que julgo misterioso; Ora é o teu sorriso, que julgo enigmático; Ora é a tua poesia, que julgo iniciática; Ora é atua vida, que julgo reminiscente... Vezes outras, tomo-te por um abismo: O qual olhei – e que de volta olhou pra mim... “Ledo engano de quem apaixona-se pelo verde, Porém, tem enorme medo da mata escura!” Enquanto não desvelar todos os teus véus, Em nenhuma hipótese, fugirei de ti! E quando desvelá-los, segredo por segredo, Deveras, terei morrido em teus braços – feliz?! Hermes, O Trovador

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Amor

Enredado

Ontem, à noite, sonhei que havia enredado-me em uma teia de versos escrita por habeis mãos... Hoje, desperto do sonho e da utópica noite poética, não consigo mover-me em minhas próprias ideias... Insisto, mas não consigo libertar-me por completo dos belos e líricos versos... Pobre de mim, frágil Poeta, que vivo prisioneiro na teia de uma hábil e bela Poetisa! Hermes, O Trovador

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Amor

Alma Afim

Por que insistes em dizer que és a Alma Afim da boca que rejeitas o erótico beijo, molhado, que nunca deliciarás o frescor e o doce sabor? Onde só há uma Alma Afim, a outra vive somente a fim... Hermes, O Trovador

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Amor

O Teu Amor

O teu amor figura-se em fruto de versos, Da mais bela, lírica e esmerada poesia, Que apesar de vê-los, lê-los e até tocá-los, Sinto-me impossibilitado de degustá-los! Porque como o sol recolhe-se no poente E o crepúsculo esvai-se lento no horizonte, Trazendo a longa noite em densos breus, O teu amor desvanece-se ante os meus olhos... Sem que, entanto, eu possa sentir o doce sabor Dos teus lábios rosados, carnudos e sedutores, A beijar-me com louca e intensa volúpia! O teu amor, quando terei fruto real de mulher? Por ora, contentar-me com os teus versos, É o meu único prêmio, conforto e alento... E tudo o mais – são apenas sonhos e ilusões... E o teu amor – só um belo fruto sem sabor!!! Hermes, O Trovador

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Amor

Querência

Ah, como quero desnudar-te por inteira, Não – e tao somente – das tuas vestes... Não que não queira retirá-las todas, Para contemplar-te a sedutora beleza! Porque eu quero! Ah, e como quero! No entanto, o que eu mais quero É o privilégio de desnudar-te a alma Para conhecer-te mais profundamente... Por isso, dedico-me a ler os teus poemas, Como quem busca decifrar os mistérios E desvelar os segredos, que velas recôndito, No mais íntimo da tua alma e coração... Oxalá, eu possa desnudar-te por inteira: De corpo e alma – na mais completa poesia! Poesia, cujos poemas revelam-me o teu corpo, E cujos versos – entrelinhas – tua alma nua! Hermes, O Trovador

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Amor

Poeminha quase erótico

Sob o clarão da lua cheia, que adentra nossa alcova, vou despir-te as vestes: – uma a uma, peça a peça... Oh, por favor, não resista, tampouco impeça-me, porque sou Lobo voraz vestido em pele de Poeta! A primeira das tuas vestes será o diminuto vestido, que já prenuncia a beleza do teu corpo escultural! Depois, inda mais atrevido, tendo-a envolta nos braços, degustarei dos teus lábios o sabor refrescante hortelã! Prosseguindo em meu ensejo, com maestria e performance, por fim, despirei a ultima peca, desnudando-te toda intimidade. E quando já totalmente nua, – e o corpo todo desvelado – recobrirei toda a tua nudez com o manto do meu amor! Hermes, O Trovador

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Amor

Amor Poético

Acaso, quis a vida e o fausto destino que nos amássemos assim, a revelia, na lonjura dos olhares... e das vozes, que sequer ainda não pudemos ouvir – o mavioso sussurrar e o canoro canto? Talvez, devido a todos os obstáculos, que, ora, impossibilitam-nos o contato, estejamos a passar os dias e as horas a tecer em laudas palavras multicores, que versam a beleza do Amor Poético... Oh, corações tristes e olhos molhados pela dolorosa dor de sentir saudades do Amor Verdadeiro – que não se vive! Ate quando, ó Amor Poético, sustereis o peso vazio da longínqua distância? Hermes, O Trovador

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Amor

Os teus seios

Ah, como os teus belos seios, Sob a fina blusa entreaberta, Revelam em mimos detalhes Toda (oculta) sensualidade! Doutro lado, Nobres Cavaleiros De joelhos prostrados, a mercê. Da tua atraente, arrebatadora, Hipnótica e irresistível sedução... Deveras, como é facilimo para Ti Derrubar Nobres Cavaleiros, Vestidos em rijas armaduras... Imagine só, "um simples plebeu!" – Um homem que, diuturnamente, Traveste-se, apenas, de frágil poeta, E, portanto, não sabe pelejar Contra as armas letais da sedução! Hermes, O Trovador

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Amor

Volúpia

Desejo-te com tamanha volúpia, que ao ver-te em foto explícita, não fosse restar-me o pouco senso, feito uma besta ensandecida devoraria toda beleza impressa... Quando o imaginário tornar-se real, terás de mim o louco atrevimento. Se de longe resguarda-te poeticamente, de perto, ante o meu totem animal, perecerás submissa a minha libido! Entretanto, se dos falsos pudicos pudores libertares a tua animal ancestralidade, pelas planícies, prados e campinas, ou nas verdejantes relvas do jardim, realizaremos todas as loucuras sexuais... Serei-te por macho e serás-me por fêmea: dois animais selvagens em pleno cio. Com unhas e dentes, rasgaremos as vestes e com ternura e carinho – os nossos sexos penetrarão um do outro a alma recíproca! Hermes, O Trovador

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