Em um dia de Sol de Verão,
Lá estávamos nós,
Eu e aminha amada,
Deitados sobre a areia macia
De uma praia deserta.
Enquanto eu lhe massageava,
Carinhosamente,
O corpo belo e sedutor,
Um vento peralta e enxerido
Esvoaçava-lhe os frondosos cabelos...
E o mar, com suas águas azuis e mornas,
Convidava-nos gentil
Para um prazeroso mergulho.
Ah, que belo e inesquecível dia,
Estava sendo aquele...
No entanto, à noitinha,
Já no aconchego do bangalô,
Quando a minha amada despiu-se
Revelando-me o seu corpo nu:
Surpresa! Espanto!
- Quem foi o ousado artista,
Que lhe desenhou as linhas e curvas,
Reforçando o traço dos contornos,
Localizados nas fronteiras
Do seu minúsculo biquíni?
Quem foi o ousado artista
Que lhe pintou a pele
Com o mais nítido bronze?
E foi num contexto
De inveja e ciúme,
Desejo e Paixão,
Que eu logo entendi
Não tratar-se de nenhum
Ousado artista
Ou pseudo-rival,
Mas, tão somente,
Do fogoso e caloroso
Sol de Verão!!!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Às vezes, ponho-me a pensar e refletir...
Daí pergunto-me insistente:
– O que vistes em mim,
O que, realmente, queres de mim?
Possuo uma mente mística
E como já dizia Fernando Pessoa:
– Os místicos veem misticismo em tudo!
Decerto, o vejo em ti também!
Ora é o teu olhar, que julgo misterioso;
Ora é o teu sorriso, que julgo enigmático;
Ora é a tua poesia, que julgo iniciática;
Ora é atua vida, que julgo reminiscente...
Vezes outras, tomo-te por um abismo:
O qual olhei – e que de volta olhou pra mim...
“Ledo engano de quem apaixona-se pelo verde,
Porém, tem enorme medo da mata escura!”
Enquanto não desvelar todos os teus véus,
Em nenhuma hipótese, fugirei de ti!
E quando desvelá-los, segredo por segredo,
Deveras, terei morrido em teus braços – feliz?!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Ontem, à noite, sonhei
que havia enredado-me
em uma teia de versos
escrita por habeis mãos...
Hoje, desperto do sonho
e da utópica noite poética,
não consigo mover-me
em minhas próprias ideias...
Insisto, mas não consigo
libertar-me por completo
dos belos e líricos versos...
Pobre de mim, frágil Poeta,
que vivo prisioneiro na teia
de uma hábil e bela Poetisa!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Por que insistes em dizer
que és a Alma Afim
da boca que rejeitas
o erótico beijo, molhado,
que nunca deliciarás
o frescor e o doce sabor?
Onde só há uma Alma Afim,
a outra vive somente a fim...
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
O teu amor figura-se em fruto de versos,
Da mais bela, lírica e esmerada poesia,
Que apesar de vê-los, lê-los e até tocá-los,
Sinto-me impossibilitado de degustá-los!
Porque como o sol recolhe-se no poente
E o crepúsculo esvai-se lento no horizonte,
Trazendo a longa noite em densos breus,
O teu amor desvanece-se ante os meus olhos...
Sem que, entanto, eu possa sentir o doce sabor
Dos teus lábios rosados, carnudos e sedutores,
A beijar-me com louca e intensa volúpia!
O teu amor, quando terei fruto real de mulher?
Por ora, contentar-me com os teus versos,
É o meu único prêmio, conforto e alento...
E tudo o mais – são apenas sonhos e ilusões...
E o teu amor – só um belo fruto sem sabor!!!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Ah, como quero desnudar-te por inteira,
Não – e tao somente – das tuas vestes...
Não que não queira retirá-las todas,
Para contemplar-te a sedutora beleza!
Porque eu quero! Ah, e como quero!
No entanto, o que eu mais quero
É o privilégio de desnudar-te a alma
Para conhecer-te mais profundamente...
Por isso, dedico-me a ler os teus poemas,
Como quem busca decifrar os mistérios
E desvelar os segredos, que velas recôndito,
No mais íntimo da tua alma e coração...
Oxalá, eu possa desnudar-te por inteira:
De corpo e alma – na mais completa poesia!
Poesia, cujos poemas revelam-me o teu corpo,
E cujos versos – entrelinhas – tua alma nua!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Sob o clarão da lua cheia,
que adentra nossa alcova,
vou despir-te as vestes:
– uma a uma, peça a peça...
Oh, por favor, não resista,
tampouco impeça-me,
porque sou Lobo voraz
vestido em pele de Poeta!
A primeira das tuas vestes
será o diminuto vestido,
que já prenuncia a beleza
do teu corpo escultural!
Depois, inda mais atrevido,
tendo-a envolta nos braços,
degustarei dos teus lábios
o sabor refrescante hortelã!
Prosseguindo em meu ensejo,
com maestria e performance,
por fim, despirei a ultima peca,
desnudando-te toda intimidade.
E quando já totalmente nua,
– e o corpo todo desvelado –
recobrirei toda a tua nudez
com o manto do meu amor!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Acaso, quis a vida e o fausto destino
que nos amássemos assim, a revelia,
na lonjura dos olhares... e das vozes,
que sequer ainda não pudemos ouvir –
o mavioso sussurrar e o canoro canto?
Talvez, devido a todos os obstáculos,
que, ora, impossibilitam-nos o contato,
estejamos a passar os dias e as horas
a tecer em laudas palavras multicores,
que versam a beleza do Amor Poético...
Oh, corações tristes e olhos molhados
pela dolorosa dor de sentir saudades
do Amor Verdadeiro – que não se vive!
Ate quando, ó Amor Poético, sustereis
o peso vazio da longínqua distância?
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Ah, como os teus belos seios,
Sob a fina blusa entreaberta,
Revelam em mimos detalhes
Toda (oculta) sensualidade!
Doutro lado, Nobres Cavaleiros
De joelhos prostrados, a mercê.
Da tua atraente, arrebatadora,
Hipnótica e irresistível sedução...
Deveras, como é facilimo para Ti
Derrubar Nobres Cavaleiros,
Vestidos em rijas armaduras...
Imagine só, "um simples plebeu!"
– Um homem que, diuturnamente,
Traveste-se, apenas, de frágil poeta,
E, portanto, não sabe pelejar
Contra as armas letais da sedução!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo
Desejo-te com tamanha volúpia,
que ao ver-te em foto explícita,
não fosse restar-me o pouco senso,
feito uma besta ensandecida
devoraria toda beleza impressa...
Quando o imaginário tornar-se real,
terás de mim o louco atrevimento.
Se de longe resguarda-te poeticamente,
de perto, ante o meu totem animal,
perecerás submissa a minha libido!
Entretanto, se dos falsos pudicos pudores
libertares a tua animal ancestralidade,
pelas planícies, prados e campinas,
ou nas verdejantes relvas do jardim,
realizaremos todas as loucuras sexuais...
Serei-te por macho e serás-me por fêmea:
dois animais selvagens em pleno cio.
Com unhas e dentes, rasgaremos as vestes
e com ternura e carinho – os nossos sexos
penetrarão um do outro a alma recíproca!
Hermes, O Trovador
Continuar lendo