Solilóquio
A covarde despretensão da solidão. Os buracos da agulha que costurara meus lábios, a linha do silêncio que entrelaçava minhas vontades. Assim morri de fome, fome de socorro, de benevolência, fome de piedade? Veja bem, Complacência- Do princípio ao princípio. Da morte a nova vida. Da morte a serenidade? Quanta credulidade! Serenidade? As agulhas da insalubridade? Em minha boca apenas cicatrizes ou referências para a mesma calamidade? Não sei, não vivo ainda, não mais, morri há tempos. Palpites, tudo que tenho, tudo que temo. Referências? Talvez provas de uma existência, de uma resistência.
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