Foto de M. Ageyev

M. Ageyev

@Hat_Verloren · desde 2021

"Moléstia e saúde eram dois caroços do mesmo fruto, dois estados de humanitas."

7 poemas 13 seguidores 8 seguindo

Seguir
Vida

Aranzel da Esperança

Névoa bailarina, rodante e saltitante, sobre o lago das lamúrias. Encontro dos insanos, dos famintos pela morte, satisfeitos de ilusão.

Vida

Soledade

— Morreu. — Qual a causa? — Pensava demais. — Em quê pensava? — Pensou em tudo. Restou nada. — Morreu em casa, era solitário. (Solitude?) — Como? — Afogamento. — Onde?! — Em uma poça d'água. Desesperado, afogou-se em tormento.

Continuar lendo
Vida

Solilóquio

A covarde despretensão da solidão. Os buracos da agulha que costurara meus lábios, a linha do silêncio que entrelaçava minhas vontades. Assim morri de fome, fome de socorro, de benevolência, fome de piedade? Veja bem, Complacência- Do princípio ao princípio. Da morte a nova vida. Da morte a serenidade? Quanta credulidade! Serenidade? As agulhas da insalubridade? Em minha boca apenas cicatrizes ou referências para a mesma calamidade? Não sei, não vivo ainda, não mais, morri há tempos. Palpites, tudo que tenho, tudo que temo. Referências? Talvez provas de uma existência, de uma resistência.

Continuar lendo
Silêncio

Pescador de lamúrias

Não ouse roubar de mim o brilho da esperança!! Assim furtara sem piedade. Mesmo antes de tu, Gatuno!! o ocaso de minha vida abrochara no silêncio do diúculo. Eu vivo, vivo como nunca! equilibrado nas margens do lago escuro da loucura; um pescador de profundas e mórbidas lamúrias. A angustia causada pela espera de uma melhora, o fim subitâneo? Garoto bobo, Não fale tanta asneira! Sigo então o caminho solito, afogado pelo pranto inexprimível, aturdido por este alarido!!

Continuar lendo
Sanidade

Lamúrias de um Melancólico

A solidão não me matou, o que vira a me matar fora os demônios que me assolara, me machucara com gládios, perfurando minhas feridas. Sujos!!  Penetrara minha couraça com suas unhas de confusão, me desnortiara mesmo antes de minha reação. Malditos demônios! Covardes!! Agora, me encontro em um pesadelo, em um bosque neblinado sendo observado por corvos, corvos famintos! Em cima de árvores Secas em heu eterno. ... Lamuriosos...

Continuar lendo
Amor

Mein Meer

Brisa salgada, alheio na noite escura, extasiado de emoções, tenho a companhia do mar e da lua. No limbo sereno, onde meu coração e minha mente conversam, como a lua e as estrelas na noite escura. O luar refletindo na areia fina e fresca, o mar recitando o mais belo poema, com suas ondas que vem, e que vão. As estrelas estão caindo novamente, escutaria esse poema eternamente, pois, para mim, a noite sempre foi mais bela e colorida que o dia.

Continuar lendo
Amor

Verão

Mesmo na noite de inverno mais fria e escura, juntos faremos nosso próprio verão.