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Halsten Weismann

@HalstenWeismann · desde 2020

Um pouco de rock, açúcar, pimenta, amor, vingança, esperança, calma, estratégia, poesia, atuação, atenção e determinação.

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Canetada

Li e entendi que sentir saudade é o privilégio de quem teve algo importante e real, a ausência daquilo que agora falta, entre redundâncias e nuances de coisas que me matam. Já fui e sou algo que me falta, sou um acerto, de um erro, num jogo de futebol, que de um péssimo jornal virou pauta, eu escrevo com a dor lancinante e torturante, que eu sou foda demais, para estar sofrendo tanto, por excesso de caos e falta de paz. Eu me nego a ter, possuir, só isso, eu quero muito mais, irei me tirar para me colocar onde me mereço, vou pagar seja lá qual seja o preço, para um pouco mais de apreço, mais valor e menos preço, me meço, calculo e alcanço o mesmo. Eu amo a minha capacidade de amar, me esforçar, ser esse Halsten, que sabe escrotizar, romantizar, poetizar, mandar você se foder, te foder e se reinventar. E amo o fato de que, quem já teve algo de mim, sempre terá ao merecer, ou no mesmo nunca mais o terá. Oitenta, nunca oito, louco, sonhador que bebeu e funou bem antes dos dezoito, a voracidade de um olhar penetrante de quem é, o molho, respeita, que aqui a essência, não se ausenta e a melancolia se apresenta com essa canetada de poesia que você agora lê, se emociona e pensa.

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Vícios

Adorno de vícios, despedaçado em frangalhos, desde o início, equação defeituosa sem resposta, inimigo do meu fim, porque o procuro e ele foge de mim. Jogo essa porra de vida no hardcore sem cheat, me mato porque sou um filha da puta que parcela o suicídio e não possui limites, dor, só dor, respiro, sinto e vivo. Cadê o amor? Vocês arrombados que me quebraram, os digo que irei me vingar, sou o puro resquício de ódio e rancor, sou a morte, a solidão e me esperem sentados que já vou. Nesse tratado de revolta, tristeza e vergonha, amargo, sinistro e justificado, anestesiado de álcool, quero que vão tomar no cu e minha **** vai entrar aí, fato.

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E-U

Eu sou uma incógnita? Às vezes, o mais inteligente idiota, grosso por falta de saber expressar, O que sinto, respiro ou vivo, qual oxigênio? Respiro a insanidade, que corre dentro de mim, Não apenas existo, eu vivo; não apenas sou livre, eu exerço a liberdade, não por vaidade, Assim encontro meu caminho, que multiplicou, a bondosa maldade, que sou. Completo-me, em partes jogadas de mim, me encontro em meias verdades contadas a vir, Um brinde a nós, né? Até porque já cansamos de cair, enfim, somos o que fomos e um pouco mais, Verdades em dor, verdades em amor e também no rancor, desilusões, cancêrs e conspirações, Consoantes e vogais, que juntas, formam isso, inutilidades, utéis e guerras por ideais de paz. Essas skills e expertises, de nadar até o fundo e sempre se jogar da borda, Linguagens que as línguas não formam, sentimentos que essa poesia falha em descrever, Momentos em que sou eu, momentos em que é você e aqueles momentos após, GRITANDO e não cantando, B-E-R-R-A-N-D-O o gutural existencial que somos nós. O meu norte, não fica onde o seu fica, eu sou autista e não altruísta, uma tempestade, Com forma de lobo, que caça, fode e some dentro de sua própria cabeça, talvez egoísta, talvez culpado demais, EU sei o que sou, EU sou EU, a todo momento, por mais que doa e sangre, mesmo que não escutem, essa dor, EU sou a personificação, que você não pode descrever ou maldizer. Tudo o que sou, é mais um no universo, que também é parte de você. Você vê?

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Quinze Vozes

Enlouqueço nesse espaço, dado a esmo, barra, traço, vejo, almejo mais do mesmo, consoante, vogal, maremoto, terremoto, que herdou cabelo crespo. Dádiva do acaso, jogo ou partida a seu descaso, a maçã, tu come ou descasca? Matemática, contém ironia e tabuada, pra que mais isso tudo? Do mesmo nada. Eu escrevo, tento, sou, eu e mais quinze vozes do mesmo talento, teimosias, egos e sofrimentos, aqui, ali, depende do momento, tento ser o que penso, mas tanto penso, que mal me lembro. Vivo por mim, e já tenho trabalho, penso em você e já quase desmaio, amar e odiar, vem do mesmo lugar, paráfrase do desnecessário, eu respiro pra ser, penso pra estar, falo pra errar e faço pra me arrepender, ser humano né? E você?

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Isso que você vê

As vezes só quero um pouco desse pedaço de mim, que não entende o conceito de fim, não faz diferença porque né? Enfim. Dois quartos de por que? Porém, um terço de fé, mesmo sendo ateu, amém, eu acredito em mim, e você? Fala seu nome pra mim e vem. Já fui, não sou, fiz e também deixei pra depois, dos dois jeitos me arrependi depois, é tão difícil estar vivo e satisfeito, ser vítima, vilão, herói, predicado ou sujeito. Eu sou isso que você vê, sente ao ler, beija, abraça e mantém na sua mente, mesmo involuntariamente, porque o que eu sou, ou fui, tu nunca vai esquecer.

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Biográfico

Pensador, inconsequente, independente de ambiente ou mesmo como estou, vou de zero a cem em segundos, batendo de frente em muros. Poesia de fácil entendimento? Entretenimento, filme biográfico do meu tormento, sento em cadeiras de bar, bebo, fumo e reinvento o que sou e penso. Vaguei, nômade, passos largos em direção a vibração, de um coração, posso me calar no seu descaso, descansar na sua falta de empatia e ignorar toda a sua agonia, sopa servida fria. Hoje, não amanhã, semana passada ou agora a noite, eu grito e tu me ouve? Filosofia de que pra quem, ou você tem ou não tem, mas todos podemos ir muito além. Me afogo na solidão que a minha sombra projeta, não se acanhe com minhas palavras diretas, esse é apenas o começo da peça, que eu chamo de vida.

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Sarcasmo

Intoxicando, existindo e não pensando, vivendo, tendo escolhas da qual não me arrependo, fazendo o melhor com o que estou vendo. Crendo, que o amanhã, será melhor que hoje, contudo estou parado no tempo do ontem, sendo apenas fogo. Vamos, faça o melhor que puder, seja você, mesmo que seja umbral, tridimensional, essa loucura na margem do caos. Lampejo, de razão, na emoção, momento de vitória, na derrota da opção, um mês de felicidade, na tristeza do que é bom. Paradoxal, bom e talvez mal, meu e nada mais, paz e guerras totais, sagaz e por mim tanto faz, se penso, logo existo, sou o puro sarcasmo e cinismo.

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Tabela Periódica do Silêncio

Trema diante de um louco sonhador, que nunca sonhou em se tornar doutor, eu aprendi com a dor, gritando aos berros para ser liberto onde eu for. Uma linha tênue de raciocínio, uma linda poesia, no mínimo, um cínico, humano, meio hipócrita, mas quem de nós, humanos, não somos? Uma pergunta, melancólica, sem resposta, tu vive fazendo o que quer, ou existe fazendo o que querem? Nenhum de nós, nascemos sabendo, e todos esperam que os mesmos errem. Tabela periódica do silêncio, pense, ter fé te torna crente ou um louco com esperança de ter algo além de tudo, no fim do ato, viver, en facto. Ideais, que não tenho, coisas que não possuo, coisas sobre mim, que não aturo, com dinheiro ou duro, no fim, sou subjetivo em tudo o que acredito e só assim me sinto vivo.

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Puro

Quase nada, que eu entenda, que preço, por nada, pagamos e não aproveitamos, muito menos sabemos o que sonhamos ou fomos. Para que tanta letra, se nas palavras, desistimos de toda treta, escrita por maldade ou sarjeta, você sabe até onde vai, por sua verdade e nobreza? Nublado e com vento, apenas um momento, em vão no tempo, nos damos, nada, que retribua o que pensamos. Sou a falta de razão, falta de paz, falta de não. Você entendeu? Sem mas, sem chão. Arrogância, verdade e vaidade, e sempre nos deixamos na mão. Já vi alguém me odiar sem motivo, senti coisas, que vivo, morri, sem motivo, vivi, em raiz quadrada, multiplicando milhas falhas ao vivo. Sou isso, uma guerra, por razão, que não possuo, uma bomba, num muro, metade de algo que outrora seria puro. Quem dera, eu fosse o que penso, todo momento, aí não haveria problema, no que o ser pensa e aumenta, nasci nos anos noventa e ainda não sei, como se chama, na mente, essa doença. Sem desculpas e crenças, só determinação, ódio e furor, veículo movido de calor, uma dose de tequila e duas de dor, uma vez tua, duas vezes minha e tá tudo bem, amor.

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Porcentagem

As vezes questiono o meu altruismo, ateísmo ou compromisso com esse autismo, barulhos que ecoam no meu cinismo. Eu cumpro o que falo, porque tudo o que falo, sou. Odeio seu lado, porque você falou e até o fim, não levou. Metade do que sou, você não entende, porque mesmo você querendo com tudo, sou muito mais que seu finito entendimento, analisou. Prefiro ser essa coisa ruim, que mal posso descrever, estou em paz comigo e foda-se se alguém entender, você se vende, na mentira do que você não parece entender. Muito mais dez por cento de mim, que noventa de você, tudo que vai, volta, no final me conta, se você enfim, vai se foder, sendo você, e me dar esse prazer.

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