Cavalheira
Chamada para a guerra derradeira Um simples garoto encontra a cavalheira Com medo de falhar com seus encantos Ele a abençoa com seu esmero canto - Ouça o bardo nobre guerreira Aqui me envergonho, que tal ao lado de minha cabeceira? Se falhasse conheceria a morte verdadeira O valente bardo a deitou e em seus ouvidos Falou suas asneiras "Quem a fita os olhos não vê sua força Sussurro em sua orelha pra que fique eriçada Apalpo sua armadura para sentir sua perna torneada Afim, de conhecer sua alma delicada O tom de sua voz me faz enternecer Mimando e acariciando, fazendo-a gemer Se apenas uma lágrima derramar E eu souber por terceiros Um santo terço a ti vou rezar E pedir sua cabeça, em meu travesseiro Pode invadir meu quarto como intrusa Pode vestir-se em ceda fina Mas permita-se ser minha musa Seja minha inspiração divina Te olho vestida mas imagino nua Sobe estrelas frias a noite escura Envolta de tulipas e lascívia crua Quero conhecer sua arte O que causa sua felicidade Sentir de ti saudades Quando você deixar a cidade Você me impede de ser tristonho Quando você partir, vai seguir seus Caminhos risonhos Mas eu estarei aqui Te acariciando em sonhos" 2020
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