Guilherme Borges @Guilherme_Borges
Poema

Beleza que cura, mãe Natureza

A água que desce a serra É a mesma que mata a sede De quem mora em nossa terra E de quem rega as plantas verdes É a mesma que roda o moinho É a água que traça o caminho Sem asfalto, ferro ou paredes. O vento que balança as arvores É o mesmo que balança o prédio É o que seca as roupas de tarde É o que nos tira do tédio Quando sopramos cata-vento Traz então esse instrumento A diversão como remédio. E tudo que é natural Traz então sua própria beleza Beleza as vezes tão irracional Mas irracional que nos traz a certeza Beleza exclusiva, tão linda e tão sua As vezes nos cega com tanta ternura Beleza que cura, a mãe natureza...

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