Via-Láctea
Dois argentos fulgentes ou quem sabe duas frações do fi rmamento, Alvo pomo sob carne doce de fruta madura... cravado em Carrara sagrado rouba-me, assim, meu arbítrio pensado. Seria então batalha celeste Que prata Lua se vê no confronto com Antares, Vagueando soltas pela Via-Láctea de seu colo? Ou quem sabe hálito ardente do leste... Caído aqui nos meus mantos altares? Dois argentos e uma fruta madura... Prata Lua em duas frações de fi rmamento Carrara sagrado me rouba o pensamento. Nua Antares na Via-Láctea de seu colo Despido dos mantos de meus altares manchados Eis, dois argentos fulgentes em Carrara sagrado.
João Amado
Guará meu amigo!!!! que poema magnífico