Morrer para existir
Entre viver e morrer Não passamos de sombras que se apagam, Matando um pouco de si a cada dia, Sentindo na pele o sopro da vida, E morrendo aos poucos, por ironia. Precisa-se morrer para existir, Pois o caos se torna a única estrada. Amor em trovões, tempestade a rugir, O eco de um grito que nunca é nada. Admiro teus olhos, tormenta e calma, Como quem vê o céu rasgar-se ao meio. E mesmo que a dor me toque a alma, Ainda sou chama, fogo no receio. Entre viver e morrer há um vazio, Que dança em silêncios e forma um rio.
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