Toda vez que te encontro,
me perco nos teus olhos.
Quando ouço teu nome,
meu peito dispara.
Cada palavra dita por ti
soa como uma melodia.
Teu sorriso é o motivo do meu.
Conheço até os sons dos teus passos.
Quando te vejo chegar, eu paraliso.
Fico horas te observando.
Meus amigos nem te conhecem,
mas sabem tudo sobre você.
Sua foto é visita constante.
Sua mãe carrega o teu sorriso — e é lindo.
Você é o tipo de pessoa
que não se olha só uma vez.
Quero te olhar por horas,
dias e noites,
até que teus cabelos
fiquem brancos.
Tua doçura me alegra.
Tu tens mãos firmes
que arrepiam até minha alma.
Teu jeito bobo de ser
é o mais lindo que já vi.
Cada detalhe teu,
eu noto,
e amo.
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Às vezes eu chego e sorrio, meio tímida,
Com o coração apertado e as palavras engolidas,
E digo baixinho:
“Empresta sua mãe rapidinho?”
Mas o que eu quero mesmo não é só um abraço —
É aquele abraço.
O dela.
Que não pesa, não cobra, não julga.
Que só… acolhe.
Tem abraço que parece gesto,
Tem abraço que parece rotina,
Mas o dela...
O dela tem gosto de lar.
É como se o peito dela escutasse
O que nem minha boca consegue dizer.
Como se os braços fossem portas abertas
Pra uma casa que sempre existiu em silêncio.
Nunca amei um abraço assim —
Nunca desejei tanto repetir um gesto
Que deveria ser simples,
Mas com ela, é milagre em forma de toque.
Mesmo que eu nunca diga a você,
O abraço da sua mãe é o que me faz sentir viva.
É por ele que luto minhas guerras,
É nele que minha alma se esconde quando o mundo me fere.
Esse abraço me dá força.
Não é um abraço comum —
Eu volto a repetir:
É um lar em forma de abraço,
É um mundo inteiro dentro de um braço.
Tem aconchego ali,
Tem um “vai passar” sem palavras,
Tem uma paz que embala minha dor
E diz: “Você não está sozinha.”
Não é só abraço,
É abrigo.
É colo de alma,
É o lar onde meu coração se encontra
Quando o mundo lá fora pesa demais.
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Aquele que não aprecia
a imagem da natureza,
digo, pois, que ele é um tolo.
Pois tudo aquilo que possui
beleza natural é mais belo —
é puro para os olhos.
E digo mais:
aquele que a admira,
esse é sábio.
Pois sabe que vale mais
um tempo ao ar livre
do que ficar hipnotizado
diante de uma tela.
A qual nada poderá lhe dar.
Com a natureza, podemos
aprender a lidar com a vida,
a sermos plenos
sem sermos apenas humanos.
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Com dor no peito
Eu me despeço,
Digo adeus a mim mesma
Sem temer o que me espera
O que será que á depois
De mim mesma,
conseguirei eu
ser algo mais
do que eu já era?
Ou serei apenas um eco,
Do que um dia fui
Esperando que a dor
Me transforme em poesia
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Para onde o vento vai?
Depois que ele bate
Em nossos cabelos, depois
Dele bagunçar nossas almas,
Será que ele está a descansar?
Ele, por um acaso, consegue dormir
Depois de arruinar tudo ao seu redor?
Ele não sente remorso algum
Por tudo que nos causou?
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Ao vento eu
Vou a voar,
Para o céu ao
Teu encontrar,
Contigo estarei a
Sorrir, louvando
Aos sete ventos o
Teu nome
Será que estou errada?
Por viver desta forma,
Ou sou a única que está certa?
Quem, afinal, pode dizer
Qual o jeito certo de viver?
Não nos foi deixado um manual,
Ou será que foi? Quem sabe...
Se alguém o achar,
Quem irá acreditar nele?
Há tanta desconfiança no mundo,
Que pensariam ter sido modificados,
Que não é o verdadeiro, o original.
Mas creio, com toda a minha alma,
Que, se houvesse um manual,
Nada poderia alterá-lo.
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Quero voar,
mas sem sair do chão.
Quero sonhar alto,
sem precisar dormir.
Quero ser rica,
sem a necessidade de ter dinheiro.
Quero estar feliz,
sem precisar me abandonar.
Quero sair pelo mundo afora,
sem tirar os pés do meu sofá.
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Tô vivendo da forma
Errada, e não sei
Como me consertar
Não sei o que fazer
Acho que desaprendi
A Respirar
Tudo ficou mais pesado
Nada se encaixa
E quando menos espero
O mundo cai ao meu redor
E eu me ajoelho me redendo ao desespero
Lágrimas escorrem do meu rosto
Caindo sobre minhas mãos
ensanguentadas
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Isso não é amor.
Fingir que não conhece,
Ignorar, tratar mal—
Não foi isso que aprendi sobre o amor.
O amor devia ser doce,
Mas não um doce excessivo.
Como um muci de maracujá com ganache,
Doce, mas na medida certa,
Para não enjoar.
Ele é bom,
Como um calmante que alegra o coração
De quem o tem.
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