No cárcere sem grades
Carrego o carma de um amor distorcido, nasci do ventre de um afeto possessivo. Minha mãe, rainha de um trono ferido, amarrou meus passos num laço cativo. Ela me embala em drama e cobrança, cada gesto meu vira culpa e sentença. Dou-lhe o meu tempo, dou-lhe esperança, mas nunca há paz, só mais indiferença. Reclama do dia, do sol, da comida, reclama de tudo, até da minha vida. Mas sigo firme, com alma vencida, cuidando de quem nunca me agradecida. Enquanto o mundo vive o amor lá fora, eu enterro o meu, dia após hora. Predestinado a ver o tempo embora, com um coração que só chora e demora. E mesmo assim, amo sem medida, essa mulher amarga, ingrata, sofrida. Pois mãe é mãe… embora ferida, ela é o carma de alguém que levo por toda a vida. Em cada gota descida nos olhos Do poeta. Poeta: Generino A.O
Azedinha
Forte Amigo 😭
Generino. (Gene_poeta) )
gratidão amada