VIDRO QUEBRADO.
Amargo na minha garganta -Ficou presa a palavara Não digerida. Devia agradecer ao incomodo De você ser você, Me fazendo lembrar Lamber O gosto da acidez da sua presença. Do seu nome ja fiz Sonetos Mas acredite Eu danço ao redor da fogueira Jogando partes de mim danificadas Por você. Como eu me perco sendo modificada, consumida E ainda assim com um sorriso no rosto Eu te olho Na doce ilusão De extrair o seu melhor (Meu melhor) É gostoso saborear o doce De vez em quando. É antônimo Te amar E sempre foi frustrante ter que lidar Comigo. Uma areia fina jogada sobre o vento Voa, Mas um vidro quebrado no meio do deserto Seca, Sozinho Ao sol quente. Era esse meu destino A confusão De ser eu Acompanhada da loucura do "nós", Algum dia eu entendo. -Valentina Gastelú.
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