Sangue Destina.
Se um dia serei eu a chorar pelo meu pai Amaldiçoando-o com saudade sobre um copo de cerveja Então que seja! Eu não luto contra o destino Se serei eu a fugir sozinho para o mais longe e esquecer de meus filhos Como queira. E talvez serei também quem guerreia contra meus irmãos E meu rosto se encherá de rugas, e a mulher que amo hoje vai me odiar como ninguém odeia Vou me prender aos dogmas antigos e se eu encontrar uma igreja, aceito a maldição Se eu sentir falta da juventude e dizer que com minha nova cabeça, tudo mudaria É porque não, e a razão já me deixa Mas se também eu estagnar sobre a rotina e viver sobre o jornal Se eu debochar no carnaval, no natal comer e no ano novo, mentir. Serei um velho frio que nada diz, exceto sobre o ríspido desgosto que cospe e lamuria E assim tudo bem Mas que jamais eu tenha um filho que escreve, niilista, um poema sobre temer o destino E que jamais eu tenha filho Pois morre assim o maldito, O maldito tempo para alguém!
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