Professor
Está bem, está bem... Tu és o professor... Tu estavas certo, e eu errado também, Admito, com dor... Mas precisava ser tu o carrasco De minha integridade...? Precisavas fazer chasco De minha inocência, sem humildade? Precisavas me enganar? Precisavas mesmo me humilhar!? Que querias de mim ganhar, Que querias me provar!? Di-me d'uma vez, homem! Se posso chamá-lo assim... Pois tuas atitudes compõem Apenas um perverso ser ruim! Que é do teu coração? Partiu a leilão!? Quanto por ele pagarão? – Eu não daria um tostão! – Mas quem sou para fazer frente Com alguém incoerente? Hipócrita, indecente, Mentiroso e doente!? Eu não te desejo mal, – E não preciso desejar – Porque, agindo como agora, tal qual, Tua própria ruína estás a cavar; Aprendi minha lição, Mesmo que tenha vindo sem pudor; A ti, me resta dizer, de coração: Obrigado, professor!
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