Elegia XXIII ou Reflexão Reversa
Eu sou honesto? E me pergunto: De mim tenho apenas resto... Ou, de fato seria tudo...? Medo, insegurança... Imaturidade, desesperança... Afinal, que me assombra...? Meu passado não é apenas sombra. É uma crescente perdição... Que me lota de confusão, Que me fatiga o coração, Ai, minha paixão! Que é tão saliente... Mas tão estridente... Qu'inda assim, é tão envolvente... Quiçá de mim se ausente... Toda essa tristeza... Talvez, sobre a janela, Posta, sem certeza, Jaz sobre essa vela Que inflama meu coração Me enchendo da tua maldição; Agora me darás a mão, Pedindo perdão!? Terás de a mim vir, Antes de dormir, Para ter paz novamente. Tuas ideias frequentes, Deixaram a mim, Nos escombros, no resto, Mais Dúvidas e certezas; enfim, Sou honesto. ‐-----------------------‐-----------------------‐----------------------‐--------- Sou honesto. Mas dúvidas, certezas... Enfim, Nos escombros, no resto, Deixaram a mim Tuas ideias frequentes. Para ter paz novamente, Antes de dormir, Terás de a mim vir Pedindo perdão!? Agora me darás a mão, Me enchendo da tua maldição Que inflama meu coração? Jaz sobre essa vela Posta, sem certeza, Sobre a janela, Toda essa tristeza – Quiçá de mim se ausente... – Qu'inda assim é tão envolvente... Mas tão estridente... Que é tão saliente... Ai, minha paixão! Que me fatiga o coração, Que me lota de confusão, É uma crescente perdição... Meu passado não é apenas sombra. Afinal, que me assombra...? Imaturidade, desesperança... Medo, insegurança... Ou, de fato, seria tudo? De mim, tenho apenas o resto... E me pergunto: Eu sou honesto? Rio de Janeiro, XIV de setembro de MMXXVI.
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