Sons e canções
Entre chuvas e trovões Relâmpagos e sentimentos Que faço eu se sou um laivo desta cachoeira Uma gotícula na cidade velha Um sentimento que logo se acabará Este sou eu Areia na ampulheta a decair e esvaziar para o andar de baixo Criando um mundo na ponta da caneta Confortável e confuso Nao sei se sou difuso Apenas te confundo Com minhas verdades ilusórias postas nessa alma sem fundo Os pensamentos fazem competiçao com a chuva Para ver quem chega primeiro em meu caderno As lágrimas acolhem o jardim sereno A poesia toma conta das dores que sufocam o meu terreno E sao palavras, que produzem o meu doce castelo Edificantes Tais quais as imagens ressucitadas em meu coracao Durante as tempestades E as vaidades almejadas A chuva dispara ventos Nao serei mais nada, só vejo a chuva e o trovão em colisão no firmamento.
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