Na calada da boca
A dor que ameaça o ego Avassala o corpo Mas aquieta o cérebro A dor que paira nas pernas E cala a tua boca para que tudo não pareça nada Por dentro: universo destituído de estrelas Cadência morna, alma velada no sossego das vozes. Sinto a dor que afeta minhas vísceras Aflige as vértebras Facho cortante nas fíbulas Desejo que fosse uma mera fábula Com fadas e asas Quem sabe eu não a transforme em siĺaba? Gritar seria da minha vontade Do leste ao oeste Cometer uma atrocidade.
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