Um país em busca de si
Criar um novo rosto para Deus Abrir mão do papel que insiste em perseguir Mas resistir também à ilusão da não vaidade Os que morrem mais cedo são os jovens Não chegaram até a esquina Então os assistimos daqui, uma corrida para aonde nem sabe a morte Vendo que suas decisões podiam terem sido outras Mas já foi tarde de mais, eu sou um país que nem sabe mais para onde ir E é dificil aquele medo da bala não refletir Por um acaso somos finitos, mas de repente (e futilmente) aceleramos o pé na estrada Sem receio do que viria, a consequência: população encarcerada Meu corpo não está mais tensionado ao teu Nosso beijo deverá que ter hora marcada Me deixe na porta é o que te peço A minha alma jamais esteve em mãos erradas E nessas ruas onde o mal é uma criança Disfarçadamente sou uma sombra que insiste em ficar atrás dos corpos mais dóceis Na esperança de encontrar alguém que não precisa me seguir apenas para levar o que tenho É em teu coraçao que vou morar Essa é a resposta da tua questão que agora me faz Nessa solidão de bem que há já encontrei o meu lugar Sem armas ou furacões Nem o diabo você criou, a liberdade aqui é tudo o que existw Teu seio é o meu país que nunca mais vou encontrar Escondam os espinhos Verão que sem eles o mundo faz mais sentido Não é necessario você morrer, só basta vê que ver o sol já é um motivo para viver.
Gabriel R
Pessoal, qual a interpretação de vcs para esse poema?