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Gabriel Z.

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Maturidade

A Verdade e Sabedoria

E quem há de saber o que sente? Pensa, percebe que mente; fala, parece esquecer; confia e desconfia, ama e desama, aproxima, repudia, seja lá qual for… Nossa cabeça está farta de trabalhos, nosso peito é quem persiste; nossa vida é flora, quando admite-se que não se sabe, quando a amizade e o amor valem mais que nós mesmos - e não há mais pensamento! Há ele e ela, há aqui e ali, e agora e daqui uma semana, e um mês, e… É-se feliz, como quem acaba de o perceber, como agora percebe este que escreve, quando não decide o gênio de dentro da gente, quando desmancha tudo que há no coração, mais feliz do que gente que sabe o que sente. Uma rosa com toda sua cor e todos seus espinhos, como ela é, uma tão misteriosa noite, com os medos a andar sobre o solo, e a amizade e o carinho a pairar sob a lua. Nossa cabeça? Nosso coração? Um é a noite, o outro é a lua, a noite é demasiado sombria, a lua apenas lhe dá mais mistério.

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Amor

Quando se Ama

Você sabe quem é. Não mais quem que você, no fundo do seu ser, na importância da sua voz, só você sabe, e sente, de quem é que se fala. Quem mexia com seu humor, de modo bom ou ruim. Sobre quem você presta atenção, quando soube que lhe citaram o nome. Quem te fazia passar os maiores escarcéus. Quem era incompativelmente querido… Presencialmente diferente, mas querido, odiado, mas só seu e agradável. Se te ocorre tudo isto, ainda sem ver aquela pessoa, é ela de quem se trata, sua complicação e indiferença, a eterna memória que acha que se esquece, o eterno retorno que ora se aguarda. Ah este tipo de coisa vai e vem, - "mas se vier", retruca o seu coração, - "que seja para ficar". @zegales_gabriel

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Poesia

Antes do Escritor, o Ser

Meu espírito não fala. Cria coisas absurdas! Manda-me o que trabalha como que em representações. Parece que Algo surge de minha alma entre minúcias e algodões ladinos, passa pelo esquecimento, o espírito, e este o bota fora como que dum cuspido disforme, denso e color. Esta Coisa cai ao meu consciente fervendo, tão suculenta de letras, e tão variada de significado! Mas usualmente manejo escrever só um. Só um é meu, do resto o mundo. Eu sou aquele que dá o singular significado, o primeiro que acena em toda obra de arte. Sou o crítico do que eu mesmo acredito, e crio, sou crítico em todas as formas, e angústias. A angústia não me é cerne senão em vida! Não há quem me diga que sou alienado. @zegales_gabriel

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Vida

Contas de Esmolas

Havia um manco, fraco, esfomeado, um trapo. “Por favor, compaixão!” “POR FAVOR, um pão!”. Pedisse moedas, ganharia mais... Eu, que sou lindo, forte e moço, acompanhado de um bolso um trocado, mordo-me os beiços por baixo da máscara, lembro da igreja e dos velhos ditados; assim choro de corpo e alma, alma senzala sob máscara altiva e cara. Dou-lhe ou não dou-lhe um abraço apertado? Mais vale talvez o meu pobre trocado. Que sou, que era, que sei do que serei? O amor que eu conhecia, que jesus lecionava, agora desconfia, trai, é egoísta? Acaso amar eu sabia? Com que falsos mestres aprendia? Medo eu tenho, por mim e minha família. Ora, e se me quer tirar até o último centavo? Que me garante que não me quer também um carro, uma casa e uma filha? Amor amor de um mórbido pecado, a mesma balança acusa algo errado. Como casam egoísmo e compaixão, sob a benção do padre errado, sob a alcunha de “equilíbrio”, teimando-se lado a lado? Mas já não está o mendigo agora, cá sim estou eu e as esmolas. Atrapalharam-me as filosofias, não concorda? Deixaremos para pensar outra hora...

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