Um dia olhou pra baixo
E logo pensou no ato.
Viu o chão o chamando
Um pensamento vem em mente
Se cansou de viver e tentar
Corajoso pensou em cessar.
Corta os pulsos
Esperando uma saída
O sangue na ferida
Ansiando a dor aflita.
E ela não chega
O sentimento é maior.
Um dia quis acabar
Mas falhou, pulou
Mas nada se finalizou.
A opção de emergência:
Corta os pulsos pra começar
Esperando a redenção se jogou
No sussurro da voz em seu ouvido
Pensa e grita:
Saída de emergência.
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Um espírito vaga
Em extrema solidão
Criando uma história
Que ninguém lembrará.
Uma alma perdida
Que não vai se encontrar.
Em uma esquina
Tenta se achar.
Nada se ganha
Nada se perde.
Nesse jogo de solidão
O vencedor é quem desiste
De encontrar a cura da tribulação
Pois isso não tem solução.
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Respiro antes de falar
Sinto que não sou suficiente
Nada vai te fazer me amar
Suspiro pois sou diferente
Viajo pelo mar só
Você não poderia me amar?
Nado pelas incertezas só
Me afundo no seu mar
Me prendo no sentimento de te ter
Uma âncora no peito
Você poderia querer
O seu amor não passa de mito
Valejando nas lágrimas
Me sustento com poucas palavras
No mar onde eu não sou, mas
Você sabe disso e mesmo assim
Tem sinceras descisões próprias
Um dia você irá ver
Ninguém o amará assim
Ao te ver
Seu sorriso, seu riso
Seus olhos, seus ombros
Relaxados quando está comigo
Parece tão inofensivo
Mesmo sendo bem agressivo
Seu jeito de odiar os outros
Esse momento parece infinito
Me sinto faminto pelo seu amor
Neste mar onde eu não vou ser invito.
Tenho uma ideia, que tal me amar amor?
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Grama molhada
Noite estrelada
Sorriso estampado
Você ao meu lado.
Me enrolo nos seus cabelos
Entrelaço meus dedos
Seu cabelo tão delicado
Sentindo você por inteiro
Na rua escura
Te escuto falar
Seu olhar me cura
Como um beijo a amar
Estava tão frio
Mesmo não o sentindo
Enrolado em seus braços
Quente e confortável
Me senti feliz depois de tempos
Tempos que não chegavam
Como esperar o correto
Me senti completo
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A biblioteca mudou
Trocou seus livros
Não possui livros de ficção
Ao qual eu me imaginava com você.
O livro foi destruído
Pelo lago ao qual eu me perdi
Relembrava do passado
Que você nunca me quis.
Não era falta de maturidade ou amor
Era só ingenuidade de pensar;
Que neste lago
Seria a lótus que procurava.
Para aprender com estes erros
Idealizei um mundo, só de mar
Me tornei um conceito
Nele vivi, com peixes para não lembrar.
A vontade de gritar o seu nome
Sem atender meu chamado
Minha súplica
Fiquei sem ar por tentar.
Dancei nas águas esta música ritmada
Que por acaso não era você
Mas se tornou, quando lembrei
Das conchas em seu cabelo.
Suas analogias comigo...
Lembrei da metáfora à qual você me comparou
Com uma rosa
Minha flor favorita sempre foi a amargorosa.
Sem permissão
Invadiu meu mundo
Causando o desconforto que precisava
Para te largar.
Você vê a todos
Mas ninguém o vê
Uma única vez
Leve seu ego embora.
Neste mundo me tornei laranja
Um incêndio, um fogo prescrito
Morri e renasci das sementes queimadas
E delas nasceu um novo mercúrio.
Depois desta floresta renascer
Fui enganado por você novamente
No meu paraíso há coisas muito mais bonitas e interessantes;
De todas, nenhuma delas é você.
O tempo passou, criei estradas
Futuramente iria ser abandonado por você
Deixado às pressas
Com promessas não cumpridas.
E depois de tantos que amei
Percebi que internamente
Eu já era completo por si só
Foram muitos “vocês” que apareceram
Desfrutaram do meu amor puro
Muitos temas criei nestas cartas
Me valorizei por completo
Pois sou mais, eu sou:
Mais regente como livros
Mais tranquilo que um lago
Mais bonito que uma jardim
Mais sereno como o mar
Mais importante que o ar
Mais ritmado como uma dança
Mais complexo que um relógio
Mais protegido como um demônio
Mais celestial como um anjo
Mais inflamável como um incêndio
Mais histórico que o Éden
Mais animado que uma música
Mais lindo que o próprio viver
Muitas cartas se passaram para chegar até você.
Para eu mesmo.
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Escrevo está na pressa da vida
Canto a vida com alegria
Felicidade a que conquistei sozinho
Maribondo, carcaço, sem freio
Parei de ser.
Vivo como quem vê o reflexo na faca
E se próprio vê, se sente meramente,
Satisfeito.
Desejo, almejo, posso
Ainda mais
Sem gênio, sem luz, sem sapato de cristal
Nenhuma fada veio me dar o que tenho.
Conquistei, pouco, mas foi com a minha genialidade, brilho interno, com o pedido fiz.
Quero começar a escrever poesia rimada
Não sei por onde começar
Talvez, seja mais uma conquista
Que eu irei realizar.
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"Você me matou por fora,
mas me fez renascer
Internamente "
Que sorte foi lhe encontrar,
Nesta vida tão corriqueira.
Minha respiração se inquietou,
Quando ouvi sua voz.
Azar foi tê-lo perdido.
Possibilidade de te ter
É não conseguir.
Seu medo fez acabar
O que poderíamos ter.
Medo ao qual eu já não tinha.
Não entendia a sua angústia,
A solução era tão óbvia.
No fim, tudo não passou de um período,
Um intervalo ao qual já passou.
Relembro de tudo:
As mensagens, prometendo,
Promessas que não cumpriu.
Iríamos a todo lugar,
Você correria de tudo por mim.
Mas ignorou tudo, sem solucionar...
Foi bobo ao pensar que eu seria igual a você.
Não sou ingênuo.
Sou inteligente até para um trevo.
Mas minhas folhas têm quatro partes,
As suas, somente três.
Você é comum pra mim.
Você pensou errado.
E esse foi o seu azar.
Mas a minha sorte:
Te perder.
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A vontade de gritar
Vai me enlouquecer
Mas não irá me saciar.
Um amor que não irá passar
Pois modelei os peixes dentro de mim
Onde eles são o que desejam
Há de conseguirem ser o que querem
Todos os matérias nescessários tem
Pois de mim vão usar
Para assim se próprio modificar.
Nadam, se aprofundam
Mergulham, não se afogam
Meu mar não vai faltar
Água vou lhes proporcionar
Para que se nescessário
Vão remodelar, se próprio transfigurar
Criar a imagem que querem em si
Pois nada vou os forçar.
Não serei como uma brisa quente
Pois dentro de mim
A mesma não vai existir.
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