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Poesias sem destinatário

@Felipe_Niquele · desde 2024

Escrevo o que penso, sinto o que vivo @Poesias_sem._.Destinatario insta pessoal - @Xiquelis

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Sanidade

Saída de emergência

Um dia olhou pra baixo E logo pensou no ato. Viu o chão o chamando Um pensamento vem em mente Se cansou de viver e tentar Corajoso pensou em cessar. Corta os pulsos Esperando uma saída O sangue na ferida Ansiando a dor aflita. E ela não chega O sentimento é maior. Um dia quis acabar Mas falhou, pulou Mas nada se finalizou. A opção de emergência: Corta os pulsos pra começar Esperando a redenção se jogou No sussurro da voz em seu ouvido Pensa e grita: Saída de emergência.

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Esquinas

Um espírito vaga Em extrema solidão Criando uma história Que ninguém lembrará. Uma alma perdida Que não vai se encontrar. Em uma esquina Tenta se achar. Nada se ganha Nada se perde. Nesse jogo de solidão O vencedor é quem desiste De encontrar a cura da tribulação Pois isso não tem solução.

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Amor

Hanahaki

Respiro antes de falar Sinto que não sou suficiente Nada vai te fazer me amar Suspiro pois sou diferente Viajo pelo mar só Você não poderia me amar? Nado pelas incertezas só Me afundo no seu mar Me prendo no sentimento de te ter Uma âncora no peito Você poderia querer O seu amor não passa de mito Valejando nas lágrimas Me sustento com poucas palavras No mar onde eu não sou, mas Você sabe disso e mesmo assim Tem sinceras descisões próprias Um dia você irá ver Ninguém o amará assim Ao te ver Seu sorriso, seu riso Seus olhos, seus ombros Relaxados quando está comigo Parece tão inofensivo Mesmo sendo bem agressivo Seu jeito de odiar os outros Esse momento parece infinito Me sinto faminto pelo seu amor Neste mar onde eu não vou ser invito. Tenho uma ideia, que tal me amar amor?

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Amor

Concha

Grama molhada Noite estrelada Sorriso estampado Você ao meu lado. Me enrolo nos seus cabelos Entrelaço meus dedos Seu cabelo tão delicado Sentindo você por inteiro Na rua escura Te escuto falar Seu olhar me cura Como um beijo a amar Estava tão frio Mesmo não o sentindo Enrolado em seus braços Quente e confortável Me senti feliz depois de tempos Tempos que não chegavam Como esperar o correto Me senti completo

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Amor

Biomas

A biblioteca mudou Trocou seus livros Não possui livros de ficção Ao qual eu me imaginava com você. O livro foi destruído Pelo lago ao qual eu me perdi Relembrava do passado Que você nunca me quis. Não era falta de maturidade ou amor Era só ingenuidade de pensar; Que neste lago Seria a lótus que procurava. Para aprender com estes erros Idealizei um mundo, só de mar Me tornei um conceito Nele vivi, com peixes para não lembrar. A vontade de gritar o seu nome Sem atender meu chamado Minha súplica Fiquei sem ar por tentar. Dancei nas águas esta música ritmada Que por acaso não era você Mas se tornou, quando lembrei Das conchas em seu cabelo. Suas analogias comigo... Lembrei da metáfora à qual você me comparou Com uma rosa Minha flor favorita sempre foi a amargorosa. Sem permissão Invadiu meu mundo Causando o desconforto que precisava Para te largar. Você vê a todos Mas ninguém o vê Uma única vez Leve seu ego embora. Neste mundo me tornei laranja Um incêndio, um fogo prescrito Morri e renasci das sementes queimadas E delas nasceu um novo mercúrio. Depois desta floresta renascer Fui enganado por você novamente No meu paraíso há coisas muito mais bonitas e interessantes; De todas, nenhuma delas é você. O tempo passou, criei estradas Futuramente iria ser abandonado por você Deixado às pressas Com promessas não cumpridas. E depois de tantos que amei Percebi que internamente Eu já era completo por si só Foram muitos “vocês” que apareceram Desfrutaram do meu amor puro Muitos temas criei nestas cartas Me valorizei por completo Pois sou mais, eu sou: Mais regente como livros Mais tranquilo que um lago Mais bonito que uma jardim Mais sereno como o mar Mais importante que o ar Mais ritmado como uma dança Mais complexo que um relógio Mais protegido como um demônio Mais celestial como um anjo Mais inflamável como um incêndio Mais histórico que o Éden Mais animado que uma música Mais lindo que o próprio viver Muitas cartas se passaram para chegar até você. Para eu mesmo.

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Arte

Respostas sem perguntas

Escrevo está na pressa da vida Canto a vida com alegria Felicidade a que conquistei sozinho Maribondo, carcaço, sem freio Parei de ser. Vivo como quem vê o reflexo na faca E se próprio vê, se sente meramente, Satisfeito. Desejo, almejo, posso Ainda mais Sem gênio, sem luz, sem sapato de cristal Nenhuma fada veio me dar o que tenho. Conquistei, pouco, mas foi com a minha genialidade, brilho interno, com o pedido fiz. Quero começar a escrever poesia rimada Não sei por onde começar Talvez, seja mais uma conquista Que eu irei realizar.

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Amor

Fui

"Você me matou por fora, mas me fez renascer Internamente "

Amor

Sorte

Que sorte foi lhe encontrar, Nesta vida tão corriqueira. Minha respiração se inquietou, Quando ouvi sua voz. Azar foi tê-lo perdido. Possibilidade de te ter É não conseguir. Seu medo fez acabar O que poderíamos ter. Medo ao qual eu já não tinha. Não entendia a sua angústia, A solução era tão óbvia. No fim, tudo não passou de um período, Um intervalo ao qual já passou. Relembro de tudo: As mensagens, prometendo, Promessas que não cumpriu. Iríamos a todo lugar, Você correria de tudo por mim. Mas ignorou tudo, sem solucionar... Foi bobo ao pensar que eu seria igual a você. Não sou ingênuo. Sou inteligente até para um trevo. Mas minhas folhas têm quatro partes, As suas, somente três. Você é comum pra mim. Você pensou errado. E esse foi o seu azar. Mas a minha sorte: Te perder.

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Morte

Falta de Ar

A vontade de gritar Vai me enlouquecer Mas não irá me saciar.

Amor

Um vento de verao (Part2)

Um amor que não irá passar Pois modelei os peixes dentro de mim Onde eles são o que desejam Há de conseguirem ser o que querem Todos os matérias nescessários tem Pois de mim vão usar Para assim se próprio modificar. Nadam, se aprofundam Mergulham, não se afogam Meu mar não vai faltar Água vou lhes proporcionar Para que se nescessário Vão remodelar, se próprio transfigurar Criar a imagem que querem em si Pois nada vou os forçar. Não serei como uma brisa quente Pois dentro de mim A mesma não vai existir.

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