Carta a vós, que trancaram as portas
Eu vos avisei sobre os dias maus E vos ensinei de que forma vos preparar. Mas vós, a quem tanto amo, me desprezastes E buscastes a vossa própria destruição pelo caminho contrário. Decidi enviar um dos meus para que pudesse salvá-los. Mas este, quando encontrou aqueles que deveriam esperá-lo, Foi esmurrado, cuspido, vaiado e açoitado; E, no lugar de uma coroa, com espinhos foi coroado. Viu neles somente hipocrisia e templos vazios. Viu pessoas que matam touros e ovelhas, Que queimam incenso e afirmam fazê-lo para mim. Mas, ao entardecer, matam um homem inocente. Estão cheios de si, com regras que não vos ordenei. Trancam as portas da minha casa e jogam a chave fora. Tornaram-se bajuladores, mentirosos e imundos. E eu nunca pedi bajulação, somente corações dispostos. Portanto, vos rejeitei e dei o que era vosso por direito A outros: os pobres de espírito e humildes de coração. Aqueles que vós julgais e desprezais São estes que, no fim, se sentaram à minha mesa. Assinado: Vosso Pai
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