(Ministério Morada)
Na matemática do Reino, é no dividir que nasce
A multiplicação de paz, alegria, pão, amor
Na subtração do próprio eu, o mais lindo e desmerecido favor
Se o menos é mais, o mais dEle em mim nunca é saciado
Quanto mais dEle eu tenho, sou mais necessitado
A soma do amor foi tão grande que multiplicaram-se as feridas
Subtraiu-se a alegria, dividiram-se as companhias
Determinando sozinho o valor da morte
E o resultado? Vida!
Somando todos os meus acertos
Não conseguiria eu agregar valor ao Perfeito
Para que se desse início a equação do amor
Na matemática do Reino, o Perfeito se humanizou
Me chamou de volta, se alegrou, correu pra porta
Me abraçou todo sujo, não importa
Mesmo depois que exigi minha parte e pedi pra dividir
Voltei a zero e encontrei tudo ali
Exatamente igual a quando saí
Se a ordem dos fatores não altera o produto
Fico mudo
Meus acertos não acrescentam amor
Meus erros não o diminuem
Minha falha correu pro Teu favor
E o que já foi sequidão, hoje flui
Nas somas dos meus pecados não dividiu o fardo, ao contrário
Tomou sozinho sobre si
Diante de olhos curiosos, diminuía
Na ótica divina, cumpria, crescia
Me chamou pra viver na terra mas com os olhos fitados no alto
Sussurrar paz aos que gritam guerra
Ser flor que brota no asfalto
Caminhar em um mundo caído
Carregando valiosos princípios
Invertido
Dividindo o pão
Multiplicando paz
Matematicamente no Reino, menos é mais
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Senti sede de água:
Tomei guaraná,
Um pouco de chá
E suco de maracujá.
Continuei querendo água,
Tomei cevada,
Uma limonada,
E Coca-Cola gelada.
Mas a sede não passava;
Tomei um cafezinho,
Um pouco de vinho,
E um chocolate quentinho,
Continuei insistindo,
Num ciclo que não tinha fim,
Até ouvir a voz de um rim:
“Não desista de mim!”
Só então eu bebi
Minha água, minha vida,
Minha amada e querida,
A mais importante bebida.
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Paixão
No pulso, um relógio de ouro
Que contar as horas não quer mais.
Nos pés, sapatos de couro
Novos, porém sujos demais.
Tenho o carro do ano
Afundado em prestações,
Causo meu próprio dano
Em uma das minhas mansões.
Sequidão
Uma lâmpada queimada
Eu tento trocar,
Mas a minha escada
Não consegue alcançar.
Sinto seu cheiro,
Mas não o seu calor.
Quando terei um "inteiro"
Que possa chamar de "amor"?
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O azul que sempre me olhou
Escureceu junto ao céu do dia,
E o vermelho então brilhou
Em uma densa noite fria.
Uma lágrima em confiança
Indomável torna a fé;
Improvável esperança,
Invencível ela é.
Ao fim, virá primeiro
O clamor por piedade;
O poder tem o cordeiro,
O leão, a humildade.
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Existe aquele parasita
Que rouba nossa vitamina,
Que diariamente nos dopa
Com falsa dopamina.
A vaidade vem nos embriagar
E sufocar nossa garganta;
A luz azul só nos adia
Por fim, nada adianta.
Alguns buscam a pílula vermelha
No dinheiro, no poder, nas melhorias;
Mas, nas maçãs, encontram vermes,
E, nos discursos, heresias.
Mas a verdade nos constrange
E nos mostra a transgressão;
E no tribunal, com seu sangue,
Nos livra da grande sanção.
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♡
Ela, que é minha inspiração,
Torna-se uma bela canção,
A ser tocada em um violão.
♡
Um ritmo com suavidade,
Agradável em serenidade,
Simples, com sinceridade.
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Um som baixinho,
Bem no cantinho
De um pequenino coraçãozinho.
♡
Na letra, há sabedoria,
Muita paz na melodia
E grande amor em harmonia.
♡
Ainda não é uma canção perfeita,
Mas carrega o essencial em sua letra.
Em todos os seus versos,
Até nos que ninguém lê...
Existe uma só frase:
“Jesus é a verdade!”
♡
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Eu vos avisei sobre os dias maus
E vos ensinei de que forma vos preparar.
Mas vós, a quem tanto amo, me desprezastes
E buscastes a vossa própria destruição pelo caminho contrário.
Decidi enviar um dos meus para que pudesse salvá-los.
Mas este, quando encontrou aqueles que deveriam esperá-lo,
Foi esmurrado, cuspido, vaiado e açoitado;
E, no lugar de uma coroa, com espinhos foi coroado.
Viu neles somente hipocrisia e templos vazios.
Viu pessoas que matam touros e ovelhas,
Que queimam incenso e afirmam fazê-lo para mim.
Mas, ao entardecer, matam um homem inocente.
Estão cheios de si, com regras que não vos ordenei.
Trancam as portas da minha casa e jogam a chave fora.
Tornaram-se bajuladores, mentirosos e imundos.
E eu nunca pedi bajulação, somente corações dispostos.
Portanto, vos rejeitei e dei o que era vosso por direito
A outros: os pobres de espírito e humildes de coração.
Aqueles que vós julgais e desprezais
São estes que, no fim, se sentaram à minha mesa.
Assinado: Vosso Pai
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Tipo brasileiro e samba
Sou eu com meu Jesus,
Sangue bom corre na veia,
O inocente lá na cruz.
No meu coração, tambor,
Habita o meu Salvador,
Ele é quem me conduz.
Samba é cultura, é estilo,
É escolha, é decisão.
Com a Palavra no meu peito,
Com meu pandeiro na mão.
Deus alcançou o brasileiro
Dentro de um navio negreiro,
Oferecendo a comunhão.
Cristo habita na favela
De um mulato sonhador,
Brilhou dentro da cultura
Com sua luz, com seu amor,
Trouxe paz e segurança,
Renovando a aliança
Com o povo do Senhor.
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Com o meu "ouvir", pensei te conhecer,
Porém agora te contemplo por minha visão.
Então, meus lábios imploram pelo meu viver,
Mas são silenciados por minha própria mão.
-◇-
Ouvi falar sobre teu sorriso torto e belo,
E tua lágrima dramática e revigorante;
Teu olhar levemente suave e amarelo,
E tua expressão única e intrigante.
-◇-
Por um segundo, passaste em minha rua,
Sei, pois eu estava parado na varanda.
Porém, minha mão não alcançou a tua,
E logo foste para outra banda...
-◇-
Então eu entendi que não te conhecia,
E agora, somente agora, entre nosso olhar,
Pergunto-te: qual a flor que você mais aprecia,
Para que eu possa saber como te agradar?
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Guaraná Jesus
É doce que nem mel
Vindo do Maranhão
Indo direto para o céu
Sempre em mesas humildes
Com seu jeito diferente
Mas me disseram que seu gosto
Incomoda muita gente
Tem quem prefere o amargo
Tipo, Coca zero com café
Mas sigo com o meu Jesus
O motivo da minha fé
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