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P. Farles

@Farles · desde 2025

Quem é este? Vim lhes responder: É a voz reprimida, Da verdade não ouvida, E palavra não crida, De poesia não lida.

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Matemática do Reino

(Ministério Morada) Na matemática do Reino, é no dividir que nasce A multiplicação de paz, alegria, pão, amor Na subtração do próprio eu, o mais lindo e desmerecido favor Se o menos é mais, o mais dEle em mim nunca é saciado Quanto mais dEle eu tenho, sou mais necessitado A soma do amor foi tão grande que multiplicaram-se as feridas Subtraiu-se a alegria, dividiram-se as companhias Determinando sozinho o valor da morte E o resultado? Vida! Somando todos os meus acertos Não conseguiria eu agregar valor ao Perfeito Para que se desse início a equação do amor Na matemática do Reino, o Perfeito se humanizou Me chamou de volta, se alegrou, correu pra porta Me abraçou todo sujo, não importa Mesmo depois que exigi minha parte e pedi pra dividir Voltei a zero e encontrei tudo ali Exatamente igual a quando saí Se a ordem dos fatores não altera o produto Fico mudo Meus acertos não acrescentam amor Meus erros não o diminuem Minha falha correu pro Teu favor E o que já foi sequidão, hoje flui Nas somas dos meus pecados não dividiu o fardo, ao contrário Tomou sozinho sobre si Diante de olhos curiosos, diminuía Na ótica divina, cumpria, crescia Me chamou pra viver na terra mas com os olhos fitados no alto Sussurrar paz aos que gritam guerra Ser flor que brota no asfalto Caminhar em um mundo caído Carregando valiosos princípios Invertido Dividindo o pão Multiplicando paz Matematicamente no Reino, menos é mais

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Sinceridade

Sede de Água

Senti sede de água: Tomei guaraná, Um pouco de chá E suco de maracujá. Continuei querendo água, Tomei cevada, Uma limonada, E Coca-Cola gelada. Mas a sede não passava; Tomei um cafezinho, Um pouco de vinho, E um chocolate quentinho, Continuei insistindo, Num ciclo que não tinha fim, Até ouvir a voz de um rim: “Não desista de mim!” Só então eu bebi Minha água, minha vida, Minha amada e querida, A mais importante bebida.

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Drama

O mal de possuir um "quase"

Paixão No pulso, um relógio de ouro Que contar as horas não quer mais. Nos pés, sapatos de couro Novos, porém sujos demais. Tenho o carro do ano Afundado em prestações, Causo meu próprio dano Em uma das minhas mansões. Sequidão Uma lâmpada queimada Eu tento trocar, Mas a minha escada Não consegue alcançar. Sinto seu cheiro, Mas não o seu calor. Quando terei um "inteiro" Que possa chamar de "amor"?

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Verdade

O fim e o começo

O azul que sempre me olhou Escureceu junto ao céu do dia, E o vermelho então brilhou Em uma densa noite fria. Uma lágrima em confiança Indomável torna a fé; Improvável esperança, Invencível ela é. Ao fim, virá primeiro O clamor por piedade; O poder tem o cordeiro, O leão, a humildade.

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Sinceridade

Pílula vermelha

Existe aquele parasita Que rouba nossa vitamina, Que diariamente nos dopa Com falsa dopamina. A vaidade vem nos embriagar E sufocar nossa garganta; A luz azul só nos adia Por fim, nada adianta. Alguns buscam a pílula vermelha No dinheiro, no poder, nas melhorias; Mas, nas maçãs, encontram vermes, E, nos discursos, heresias. Mas a verdade nos constrange E nos mostra a transgressão; E no tribunal, com seu sangue, Nos livra da grande sanção.

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Amor

♡ Para ela: minha mãe ♡

♡ Ela, que é minha inspiração, Torna-se uma bela canção, A ser tocada em um violão. ♡ Um ritmo com suavidade, Agradável em serenidade, Simples, com sinceridade. ♡ Um som baixinho, Bem no cantinho De um pequenino coraçãozinho. ♡ Na letra, há sabedoria, Muita paz na melodia E grande amor em harmonia. ♡ Ainda não é uma canção perfeita, Mas carrega o essencial em sua letra. Em todos os seus versos, Até nos que ninguém lê... Existe uma só frase: “Jesus é a verdade!” ♡

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Drama

Carta a vós, que trancaram as portas

Eu vos avisei sobre os dias maus E vos ensinei de que forma vos preparar. Mas vós, a quem tanto amo, me desprezastes E buscastes a vossa própria destruição pelo caminho contrário. Decidi enviar um dos meus para que pudesse salvá-los. Mas este, quando encontrou aqueles que deveriam esperá-lo, Foi esmurrado, cuspido, vaiado e açoitado; E, no lugar de uma coroa, com espinhos foi coroado. Viu neles somente hipocrisia e templos vazios. Viu pessoas que matam touros e ovelhas, Que queimam incenso e afirmam fazê-lo para mim. Mas, ao entardecer, matam um homem inocente. Estão cheios de si, com regras que não vos ordenei. Trancam as portas da minha casa e jogam a chave fora. Tornaram-se bajuladores, mentirosos e imundos. E eu nunca pedi bajulação, somente corações dispostos. Portanto, vos rejeitei e dei o que era vosso por direito A outros: os pobres de espírito e humildes de coração. Aqueles que vós julgais e desprezais São estes que, no fim, se sentaram à minha mesa. Assinado: Vosso Pai

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Música

Cristo no samba

Tipo brasileiro e samba Sou eu com meu Jesus, Sangue bom corre na veia, O inocente lá na cruz. No meu coração, tambor, Habita o meu Salvador, Ele é quem me conduz. Samba é cultura, é estilo, É escolha, é decisão. Com a Palavra no meu peito, Com meu pandeiro na mão. Deus alcançou o brasileiro Dentro de um navio negreiro, Oferecendo a comunhão. Cristo habita na favela De um mulato sonhador, Brilhou dentro da cultura Com sua luz, com seu amor, Trouxe paz e segurança, Renovando a aliança Com o povo do Senhor.

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Amor

Qual a flor que tu mais aprecias?

Com o meu "ouvir", pensei te conhecer, Porém agora te contemplo por minha visão. Então, meus lábios imploram pelo meu viver, Mas são silenciados por minha própria mão. -◇- Ouvi falar sobre teu sorriso torto e belo, E tua lágrima dramática e revigorante; Teu olhar levemente suave e amarelo, E tua expressão única e intrigante. -◇- Por um segundo, passaste em minha rua, Sei, pois eu estava parado na varanda. Porém, minha mão não alcançou a tua, E logo foste para outra banda... -◇- Então eu entendi que não te conhecia, E agora, somente agora, entre nosso olhar, Pergunto-te: qual a flor que você mais aprecia, Para que eu possa saber como te agradar?

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Verdade

Guaraná Jesus

Guaraná Jesus É doce que nem mel Vindo do Maranhão Indo direto para o céu Sempre em mesas humildes Com seu jeito diferente Mas me disseram que seu gosto Incomoda muita gente Tem quem prefere o amargo Tipo, Coca zero com café Mas sigo com o meu Jesus O motivo da minha fé

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