A loucura da razão
Caríssima Dulcinéa, Diga-me que não são moínhos estes gigantes, Que ainda não está morta a Cavalaria Andante E que os nigromantes de gravata Não mais irão me encantar. Diga-me que ao final dessas batalhas, Confortar-me-ei na paz de teus afagos, Que teu beijos ser-me-ão o bálsamo sagrado E que ainda vale a pena sonhar. Oh, singular princesa, não me tenha como insano Se, nessas batalhas cicatrizes ganho, Sinto-me feliz, Pois cada uma delas aproxima-me do que tenho como glória. De nada me valem riquezas, castelos e tesouros, Agora que os encantos da Lua Cheia Direcionam -se unicamente aos meus sonhos E fazem-me perceber que uma vida plena É o verdadeiro significado de Vitória.
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