Monólogo
Hoje, Solidão, meu olhar se perdeu no vazio Sentimento voraz, sufoca-me o peito e Crava as tuas presas em quem se fez teu por direito, Como a bolha de sabão que busca leito no espinho. Tuas muralhas, Solidão, entre as quais busco conforto Privam-me de ver além de minhas fraquezas. Refúgio covarde, erigido a incertezas Condena-me às chamas, eterno repouso. E agora, Solidão, o inexorável tempo Devora o corpo surrado Deste, que viu trincheiras em teus braços E procurou paz nos afagos do esquecimento. (Poema escrito em meados de 2006)
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