Tudo que eu fiz foi em vão.
Chorei sem entender o porquê,
E esse nó em minha garganta,
O aperto em meu coração...
É, foi tudo em vão.
Me aproximei e me afastei.
O medo de ser abandonado me fez abandonar.
Uma infância dura e tumultuada.
Desde cedo, aprendi a me machucar.
Aquela criança desprezada ainda vive em mim.
É um ciclo sem fim.
O passado é um fantasma em minha mente,
E eu choro agora como se ainda tivesse 9 anos de idade,
Sendo machucado por pessoas que deveriam me proteger,
Me resguardar.
E, com o tempo, minha mente começou a se deteriorar:
Autoflagelo, vontade de não mais estar aqui,
De chegar ao fim.
E pensar que a culpa não foi minha...
Eu era só uma criança amedrontada,
Um adolescente medroso,
Com a alma ferida e a mente despedaçada.
E agora, o que sou?
Um adulto disfuncional,
Cheio de complexos,
Atormentado por transtornos, num ciclo infernal,
Vagando sem rumo, buscando algo, buscando um alívio
Que parece fora do meu alcance.
Parece que não me restam mais chances.
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Eles falam tanto, mas não sabem escutar o que o silêncio diz.
São tão oportunistas, convencidos, superficiais.
Me esgota ouvi-los. Sinto-me invadido.
Eles não entenderiam. O julgamento é o primeiro pensamento em suas mentes.
Gostaria de fugir para um lugar onde eu pudesse sentir segurança e conforto.
Tento me lembrar de que posso ser esse lugar, mas é difícil com eles.
É tudo tão barulhento. Ninguém é de verdade. Só querem falar, falar e falar. Não sabem escutar.
Tento me lembrar de que sou real. Minha vontade é real! O medo, a confusão... são ilusões!
Sabe, eu só queria estar onde os bons estão.
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Sua pele na minha é magia
Desejo estar contigo todo dia
A beleza da sua nudez me anima
Posso ficar por cima?
Seu toque me enfeitiça, me atiça
Posso te engolir, feito areia movediça?
Não preciso te ver pra te querer
Estou sob seu efeito desde o primeiro dia
E você sabe, não é mentira
Te imaginar é te ter aqui
Você sente o mesmo? Diz pra mim
Ao seu lado não existe solidão
O peso da vida é suportável
As coisas não são em vão
Então, por favor, não me diga não
Debaixo do chuveiro, te imagino por trás
Essa sensação que tenho... ninguém mais traz
Suas mãos ao redor do meu pescoço me fazem relaxar
Seu beijo doce me faz te amar
Olhos fechados. Totalmente entregue.
Você consegue imaginar?
Eu sei, é um sonho, mas não quero acordar.
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A vida é trágica e bela.
Dá vontade de sumir,
mas há tanto para ver, ouvir e sentir.
Faz dias que não durmo,
meus olhos estão secos.
Me sinto um zumbi.
Me pergunto: o que sobrou de mim?
A dor física e emocional me perturba, me acelera.
Não aguento a espera.
As lágrimas descem sem avisar.
Elas são salgadas, e meus olhos ardem.
Meus pensamentos doem, as memórias doem.
Sensações ruins me invadem.
Me sinto paralisado, sem ar.
Parece que o fim está prestes a chegar.
Mas a vida é bela.
Mesmo que eu não viva, sei que ela é.
Eu posso imaginar.
Sofrer se tornou parte de quem eu sou.
Já não me separo da dor.
Rezo para que ainda exista o amor.
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Há muitas camadas em mim. Não tente me definir.
Me sinto fora de mim, fora do meu eixo. Desconectado das coisas que mais prezo. Tá tudo tão... sei lá. Não há palavras certas pra descrever. Não quero perder o pouco que me resta, pois o que sinto é que já não tenho nada. E dói toda vez constatar isso. Eu só quero alguém pra me entender. Alguém para estar aqui. Alguém que não canse de mim. Meu coração dói ao pensar nessas palavras. Meus olhos ameaçam chorar. Talvez eu só precise de alguém para amar. Esse arrepio na minha pele me lembra que ainda sou capaz de sentir. Tantas coisas perdi por medo de perder. Não quero pensar no que ainda posso perder. Eu quero te segurar aqui, te guardar num cantinho quente do meu coração. Talvez eu esteja ficando louco, talvez isso só exista na minha cabeça. Tomara que não... Sei que em você há sentimentos profundos, e entendo que não queira compartilhar. O silêncio fala bem por nós dois. Não quero pensar na finitude de tudo, me gera pesar. Mas... enquanto ainda existe o agora, me deixe te apreciar.
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Cansei de insistir, só quero ficar só. Cansei de me doar, de demonstrar. Tá claro que minha companhia não é apreciada. Minha mente está cansada. Minha energia se esgotou. Sinto que o nada é o que restou. Já não sei o que é pior, estar longe ou com você. Talvez com você. O que devo fazer? Eu não faço falta, e nem quero fazer, só queria mesmo entender. Você mesmo disse: Não sei pq fica, eu não te dou nada. E eu respondi: Escolhi ficar. Mas qual o sentido, se pra você nada e eu é a mesma coisa. Continuarei a te admirar, mas não devo ficar. Sentirei sua falta, mas sei, vai passar. Estou exausto de tanto pensar em você. De tanto... te querer! Mas você não se importa, tanto faz como tanto fez, eu nunca tenho vez. Tudo o que eu digo é pensado pra te agradar, uma palavra fora do ritmo te faz me ignorar. Mas já entendi, eu cai no seu feitiço pq quis, e não fui um aprendiz, você nunca me quis. Mas de novo, a culpa é minha, e um dia essa intensidade ainda irá me matar. Veja só, que novidade! E não, não quero piedade. Só quero que entenda que fui de verdade. Foi pouco tempo, eu sei, mas a minha intensidade é sincera. Tudo o que eu fiz foi por você, só por você. Mas acho que não consigo mais, cheguei ao meu limite. E se me permite, devo dizer, foi incrível estar com você. Pode me procurar quando quiser, só não conte com o meu eu de antes. Sou autoconsciente demais, sou eu que perturbo a minha paz. Mas, como já notou nessas últimas linhas, não precisa ser uma despedida. Não precisa. Mas deixarei de ser seu bebê. Isso é o que você me permitiu ser. Deve ter sido um tanto divertido pra você. Bom, não disse tudo o que devia. Mas estou cansado, então... até algum dia.
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Vou escrever até a dor eu esquecer
Vou me refugiar nas palavras, nos livros
Estou exausto, mas preciso digerir
Esta dor não irá simplesmente sumir
O choro ameaça de vir, pois que venha, tenho que sentir
Preciso me entregar a esta dor, senti-la sem pudor
Ela terá que me ensinar algo
Seja o que for, eu aceito
Não tenho muita opção
Só sei que dói meu coração
Até aqui, só me fiz sofrer
Ninguém se importa, então pra quê?
Tudo o que tenho neste momento é a escrita
Depois de hoje, chega de emoções intensas, de conversas longas
Chega de me doar
De ser o bobo da corte
Não sei se aguento mais um dia disso
Sinto que vou surtar
Essa é a hora de parar.
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Vou sentir saudades pra sempre daquilo que podia ter sido e não foi.
Sentirei saudades como se tivesse enlutado.
Mas as coisas são o que são, não posso mudar.
Será que alguém um dia irá me entender a fundo, e valorizar a minha intensidade?
De tanto ser abandonado, eu me abandonei.
A minha vida expus, mas o que ganhei?
Tudo que fiz foi em vão... Bom, nem tudo.
Mas de qualquer forma, o final da história é sempre o mesmo. Pq ainda me surpreendo?
Eu devia abraçar minha solidão e dançar com ela. Transformar esse vazio em algo. Pois só eu posso fazer...
Só eu sei como fazer
Então aqui fica o meu Adeus.
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Quanto sentimento preso Sinto-me sufocar Aqui, não é o meu lugar Meus pensamentos gritam na minha cabeça Nada parece real Eu não me pertenço Me pergunto se mereço Sinto que não há cura pra essa dor Isso me gera.... tanto pavor! Escrevo por escrever Minha rima é sem alma Não sei por quê Essa intensidade que carrego eu não entendo Nem sei se estou vivendo Não, não estou Existir é o meu dissabor Temo o aqui, temo o futuro Isso é tão absurdo! Meu corpo não reage Não sei como me reerguer desses destroços Tudo o que fiz foi em vão E na estrada da vida, estar só é a minha sina Ninguém vai me acompanhar Tudo o que me resta é aceitar A solidão faz parte de quem eu sou Do que fizeram de mim Cansei Este é o meu fim.
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