Medo dos rostos
Eu olho para baixo Procurando uma resposta O silêncio que acalma minha alma Escrever e verter Tudo que eu faço é escrever Sensações, perdendo razões Meu canto não se calará Mesmo que seja um canto mudo Os prédios tão cinzas As flores tão coloridas Rompidas amizades E as faces não param de olhar Fitando meus olhos castanhos Ora chorosos Ora orgulhosos Latejos do meu passado Junto aos meus arteiros olhos escuros
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