Incerto de Ser
Um poeta do destino Sem um mapa nem noção Não sabe o que faz com o que sente Promessas para pura ilusão Sofrendo deixa de conformar Mas continuando torna a noção. Poeta da promessa Que não sabe o refrão Vê com dois e se compara Cospe e tange com escarra Mesmo encabrestado e pidão Encalho do destino Cegueira visceral A busca acha a dor a vontade cospe o perdão Morre etéreo e infame A promessa de seus irmãos. Noite de muitas relvas Céu de tingidor Quem és tu no grande termidor? Que tanto gaba mas geme Aceitando o inefável servidor. Ser poeta de poetas um dito prometido Mas basta a esperança com temor Ainda que entulhe e cambaleie o tal do escritor.
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