Erika @Erika_Soraya
Poema

Demônios

Na sombra que dança ao luar, Os demônios começam a cantar. Vozes roucas, ecoam no ar, Segredos que ninguém pode decifrar. Olhos de brasa, corpos de ilusão, Caminham na linha da tentação. Promessas falsas, traição, No abismo da alma, a perdição. Uns sussurram medo, outros, desejo, No peito humano, criam um sonho, viajo. São mestres do caos, do fogo e do gelo, No jogo da vida, são o revés do anjo. Mas quem são eles, senão o reflexo, Das sombras que habitam nosso processo? Demônios internos, talvez, o pretexto, Para enfrentarmos nosso próprio apreço. Na noite escura, quando tudo cala, Eles surgem, mas não são a bala. São o espelho que nos desafia, A encontrar a luz que ainda ardia. Demônios, sombras, medos ou dor, São parte do caminho, do eterno labor. E no fim da jornada, quem sabe, entender, Que eles existem para nos fazer crescer.

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