Ele gostava de cerveja gelada,
e nas segundas-feiras um vinho.
As tatuagens marcavam a pele,
mas era a vida que ele carregava escrita no peito.
Amava viver.
E partiu assim... sem aviso,
sem adeus, como quem sai para mais um dia de treino e nunca mais volta.
As sextas ainda doem.
Nós fingindo que o mundo era simples,
nos chamando de os três mosqueteiros,
como se nada pudesse nos separar.
Você era meu pai quando precisei de colo,
era força quando faltava chão,
era presença que hoje vira saudade.
Éramos sete.
Hoje somos seis.
Mas ele não virou ausência
virou memória viva,
virou história que a morte não apaga,
virou amor que caminha comigo.
Se existir algum lugar depois daqui,
espero que tenha vinho às segundas,
e uma mesa esperando
os três mosqueteiros se encontrarem de novo.
Mas ele não saiu da história.
Ele virou frase repetida,
virou memória automática,
virou silêncio que responde
quando alguém pergunta:
“cê tá brincando?”
Ele partiu sem adeus.
Mas deixou tudo o que importa.
Porque o que acontece em Nárnia…
morre em Nárnia.
E o amor que a gente viveu
não morre nunca.
- Em memória de Maikon de Oliveira Serra. Filho, Neto, Pai e Irmão amado.
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Assim como nos filmes
você tinha cheiro de primavera,
junto com o desabrochar de novos sentimentos, o retorno da vida
você tinha luz de uma noite de verão, com suas chuvas no fim de tarde.
Seus sentimentos como outono, me deixando confusa com as folhas caídas se misturando com o seco da vida. Mas você ainda era Margarida.
A sua atuação é inverno, onde nos dias frios nos enchemos de casacos para cobrir a solidão dos abraço.
Mas o frio do inverno não é tão gelado igual à noite do seu olhar.
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Me sentei na mesa mais escura do bar da esquina lá escutei lamentações da vida.
Onde procuram consolação em um copo de bebida não muito diferente de mim, que procurava qualquer resquício de você no quarto copo de whisky mas o álcool não ia curar a dor de sua partida.
Mas já na madrugada custo a entender que não somos mais um do outro.
E pela milésima vez choro a solidão do luto que seu sorriso deixou gravado na minha mente preferindo acreditar na sua morte.
O que éramos ficou esquecido na vastidão do umbral junto com o medo, frio e a dor.
E eu continuo na bendita mesa do bar refletindo em tudo que um dia deixei passar e escutando o garçom dizer que já vai fechar.
O destino foi cruel me afastando daquilo que eu acreditava que foi amor me deixando apenas a solidão que trazia contigo a última dose do seu coração.
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Permaneço presa na imensidão pequena do meu quarto
Claramente as paredes já estão cansadas de escutar meus pensamentos melancólicos toda noite
"nada muda" ela sempre diz calma e arrogante.
Mantenho-me entre a guerra que meu coração e meus pensamentos insistem em discutir
Bendito coração estúpido que é capaz de acreditar em palavras chulas está padecendo entre o vasto de tristeza que lhe sobrou, tentando curar algo que ele mesmo causou com bebidas baratas de um bar qualquer.
"Você está sozinha" isso que se repete constantemente em meus pensamentos mas... mas custo acreditar na verdade esposta em minha frente.
Permaneço na imensidão pequena do meu quarto com verdades que jamais serão reveladas, assim padecendo até o pó.
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Veja só...
Eu uma poeta renomada que sempre é procurada para admirar as mais belas poesias já escritas, nunca fui admirada.
Será que algum dia serei a poesia e não a poeta?
Será que vai ser capaz de ler cada verso escrito com as mais chulas palavras e apreciar como se fosse a mais bela e única obra de arte diante de seus olhos?
Nessa longa caminhada da vida que hoje estou
sei que muito errei e pouco aceitei
nos passos mal damos
caminhos de pedra pisei e até espinhos encontrei.
hoje estabelecida da ressaca da vida ao ver meu reflexo no espelho pergunto - me, aonde eu errei?
hoje os passos que quero dar, lentamente vou caminhar e o primeiro raio de sol vou pronunciar.
na natureza vou me sentar sobre o sol vou confirmar meu pensamento aí então vou falar:
Não nasci para ter nada pela metade.
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Às vezes uma boa música em uma noite de luar em meio às estrelas,
se torna uma pausa necessária.
São momentos de inspiração prestes a transbordar, é como se a noite me entendesse, escutando cada palavra não dita.
E observando aquela bela lua, seus raios são em apenas frações de segundos sobre o mar em um universo infinito! seus raios a iluminar.
Mas há algo sobre a lua que jamais saberemos... São, eu creio um verdadeiro segredo.
Emely Serra & Sill Cardenas
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Sou o que sou não julgo.
Quero saber o que eu penso de você, não quero falar o que eu penso, se não eu poderei te julgar. Mais um pouco acho que posso falar, o que queres saber? Seu passado ou presente? no passado deixou para trás mais lembra ainda dos desamores deixados, lembranças infermas, feridas doídas, cicatrizes marcadas, amores desfeitos largados ao vento.
Mas tudo passou do coração se curou, se amanhã eu reparar que dos meus olhos uma lágrima rolar prometo-te que esse amor vou calar e o meu choro vou sufocar
-Sill Cardenas
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sabe que eu vou bem devagar porque já não tenho pressa.
Pressa essa que já não me governa, se eu tiver muita pressa posso não chegar, não dá para atropelar mais meus passos.
Ando devagar porque ainda quero ver muito ou o que me resta.
Ainda quero ver o outono e o chegar de mais uma primavera e com ela porém me desprender de algumas mazelas.
Ando devagar, assim posso olhar o caminhar ou o cantar dos pássaros, quero ver o início de uma tempestade ou despertar de um novo dia.
Ando devagar, porque quero ver o desabrochar dos frutos que semeei, quero ver o caminhar dos meus netos e se eu me apressar poderei ter saudades.
Saudades tenho da minha terra. Sim! mas sei que logo ou um dia para lá voltarei voltarei para dentro da terra e um dia minhas memórias resgatarei.
Memórias estas chorosas que aqui um dia deixei.
- Escrito por Sill Cardenas
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Moça, seria muito inoportuno te chamar para dançar?
Te vi de longe tão radiante, desculpe, não pude deixar de notar.
Confesso já de antemão que não sou um bom dançarino
mas se me permitir aprender seus passos
dançaremos nesta pista lotada, como se tivesse vazia.
Bela moça, a dança é feita de poesia,
vamos juntos transformar nossos movimentos em versos.