A MIM, TU MORRERAS.
Exato, fui digerido pela covardia debilitante, e ainda que não o fosse, nunca cumpriria a promessa que a fiz. A fiz de tão boa fé e com toda a certeza na alma, que caberia por lei natural punir-me com a pena capital somente por negar cumpri-la. No entanto, seja sincera, nunca esperou verdadeiramente que isso chegasse a algo mais que a sacia de sua fome por prazer. Não acreditava que deveria se desfazer de um para outro, ou de outro para um, e no fim, a ti não foi importante nada. A mim foi, eu a vi desfalecer em meus braços antes mesmo que te declarasse sem vida. O odor fétido que eu culpava a mim era teu. Me abandonastes antes mesmo que eu pudesse ter a chance de conhecê-la. Desististe de mim antes de começarmos e ainda deixou-me prometer que daria minha vida em causa mais que sua. Hoje eu tenho certeza de que andas como bem quer, fazendo o que bem quer. O que infelizmente é o que te danará a vida. E mesmo que eu venha a cumpri-la por consequência, nada terá a ver com a ocasião de tua morte. Será apesar de ti, que a mim, morreras.
l_a_m
forte heinn...
Lias
pq?
l_a_m
Não consigo ver em qual poema tu me perguntou '~' só aparece tua pergunta
l_a_m
Achei. Oq eu quis dizer com 'forte' é que tu conseguiu ser cirúrgico com as palavras. Extraiu bem esse sentimento