O pão do diabo
Com suas mãos vermelhas Fortes e grandes Realmente ameaçadoras Cujo cheiro e aparência remetem a violência De onde escorre sangue Com essas mesmas mãos que engana e convencem Seduzem por seu poder e sua beleza obscena Ele amassou o pão Sovou com malícia e vontade Assou o pão no fogo tão familiar a ele No fogo de suas profundezas E nós o comemos Porque quem tem fome não pode escolher
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