Carência
Ahhhh, é para escrever?! Um poema?! 😪 Que saco 😪 Carência. Ela fala Ela grita Ela pede Ela chora Ela implora! Carência. Está lá a toda hora. E ela fala, mas não diz nada Nada sai, nenhum som, nenhum tom. Nenhum gesto é demonstrado Nem sequer um movimento, nem sequer uma pista. Mas ela está lá, fazendo-me companhia Carência! Quero expulsá-la Mas... acho que se tornou parte de mim Como arrancar algo que faz parte de ti? 🤔 Como enganá-la para ir-se embora? Ahm, já sei... acho que devo brigar com ela. Talvez ela se vá embora, porque de nada me faz bem E eu acabo por ganhar tempo sabes?! para fazer da paixão a minha companhia de verdade. Para? Para? Para? Para quê? Por que a ideia desapareceu da minha mente? Ahh 😪😩 não importa Adotarei o amor E farei dele a minha próxima companhia Beberei da dor E farei dela meu colete à prova de paixão, de carência. Fumarei da angústia E farei dela meu alicerce da tristeza. Emprestarei a culpa de quem decepciona E farei dela meus portões de ferro, contra a decadência. Carência
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