Alma em Relento
Os meus olhos cambaleavam perto do que tu eras. Tomas uma taça de decepção e degustas da tua própria tristeza. Vês um pouco de riqueza — e eu, da tua própria merda. Tu cuspiste promessas como quem cospe sangue podre. (Cheirava mal) Vestiste sorrisos falsos costurados com o fio da tua amargura. E eu, tolo, acreditei no brilho dos teus olhos — quando não passavam de espelhos rachados da tua mentira. Agora danças com teus fantasmas, embriagada de orgulho, enquanto eu recolho os cacos da minha fé. Pintaste com o sangue que cuspiste, a minha mente. Transformaste o quadro branco em preto. (Ai, meu coração) Bruxa! Me enfeitiçou para tirar proveito do que eu sentia. Te julgarei de todas as formas possíveis, usarei todas as palavras do mundo sem nenhuma mentira. Riste da minha própria agonia. Brindaste contra a minha própria harmonia.
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