Djosefe Tavares @DjosefeTavares
Sociedade

Alma em Relento

Os meus olhos cambaleavam perto do que tu eras. ‎Tomas uma taça de decepção e degustas da tua própria tristeza. Vês um pouco de riqueza — e eu, da tua própria merda. ‎ ‎ Tu cuspiste promessas como quem cospe sangue podre. (Cheirava mal) ‎ ‎ Vestiste sorrisos falsos costurados com o fio da tua amargura. ‎E eu, tolo, acreditei no brilho dos teus olhos — quando não passavam de espelhos rachados da tua mentira. ‎ ‎Agora danças com teus fantasmas, embriagada de orgulho, enquanto eu recolho os cacos da minha fé. ‎Pintaste com o sangue que cuspiste, a minha mente. ‎ ‎Transformaste o quadro branco em preto. (Ai, meu coração) ‎ ‎Bruxa! Me enfeitiçou para tirar proveito do que eu sentia. Te julgarei de todas as formas possíveis, usarei todas as palavras do mundo sem nenhuma mentira. Riste da minha própria agonia. ‎ Brindaste contra a minha própria harmonia. ‎

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