De malas prontas faço viagens
Me iludo com minhas próprias miragens
Faço canções, escrevo poemas
Poesias frias que rimam com meus problemas
Dilemas.. são sempre iguais
A sociedade já desistiu de falar de paz
A guerra se tornou eficaz
Onde a ignorância reina
A inteligência jaz
Pois se faça de morto
Aprenda com o torto
Retorne das cinzas
Tipo Fênix, corvo
Só que não me curvo a esse povo
A 500 anos o mesmo problema e querem um país novo?
Loucos são os que tentam resolver
Os que fogem da mídia pra não enlouquecer
Irônico é que são taxados de loucos
Por isso que somos poucos
Loucos....
Lobos sem alcatéia
Rimo pros meu demônios
Têm melhor plateia?
Releva a minha ignorância
Sou humano já nasci cheio de maldade e ganância
É muito estudo, muito esforço
Pra vencer na corda bamba e tirar a corda do pescoço
Bolo que da nó na garganta
Felicidade tá no lixo, a morte é nossa janta
E levanta no dia seguinte pra batalhar
Mão de calo, cozinha 20 panela pra arear
Desistir? Nem pensar
Tá caro viver
Mas é de graça sonhar
Cantar e rimar
Lembram momentos..
Tipo na roda violão e só canções
Aonde sopram os ventos
E a batida é de nossos corações.
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Escrevemos sem base
Sem emoção..
No chão, sempre estivemos
A quanto tempo irmão?
Há tanto tempo em vão
Mas temos coração, não vou deixar que vão
Nem por um momento..
Sim, a briga já é longa
Estamos cansados
A caminhada é fria
Mas fomos esquentados
Pelo fato de esquentar a dor
Num mundo onde o vazio ganha cor
E a saudade ganha..
Verdade tamanha
A fome é o fator predominante..
Avante vingadores
Vamos vingar as dores
Talvez com flores?
Nós temos classe..
Apesar de tanta maldade
Permitir que a lealdade
Se vá com a irmandade
É burrice.. é covardia
Com a ferida fria que temos
Momentos passados se foram
E ao mesmo tempo que vão são permanentes
A dor não vai sair da sua mente
Nem que se mate com o consumo dessa aguardente
Clareia os dente..
Mostra sorriso, satisfação
As vezes felicidade pode assustar
Pse.. são leis do coração
Hora de ação
De aventura
Vamos embora rumo a nova lua pura
Lua pura ou lua nova
Saudades cruas ou verdades novas
Criando leis e tirando direitos
"Não é ditadura!! Pois elegemos prefeitos"
Temos tantos defeitos...
As vezes esquecemos que isso tudo já aconteceu
Deve ser porque não lemos
Não vemos e não tentamos ver
Conhecimento têm a milhão
Cadê a vontade de conhecer?
Saber, viver está tudo conectado
Mas mesmo assim persistimos no caminho errado
Tudo está escuro demais..
E nessa escuridão estou lutando em busca da paz.
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Escrevo sem inspiração..
E faço uma homenagem
Sempre teve muita ação
Pra quem nadou e morreu na margem
Mas namoral..
Batalhador de verdade é chamado de marginal?
Escrevemos e lutamos
Morremos e brigamos
Até quando as correntes vão pesar mais que as lágrimas que carregamos
E amamos?
Talvez..
Amor vai te guiar, agora é lutar e aproveitar a nossa vez
Sabemos... eles criam leis, mas jamais vamos entender
Separar entre religião, região ou escolha..
Achando que eu ia esquecer?
Não, eu saí de dentro da bolha
Meu amigo..
Tenha certeza eu saí e tô trazendo muitos outros comigo
Temos medo?
Não, nascemos no perigo
Aonde morremos? Aí que está o segredo
Pode-se observar um problema
Se você não entendeu não é pra você, esse que é o dilema
Eles pensam que são palavras sem sentido
Infelizmente só pensam no próprio umbigo
É...a sociedade é ingrata
Exploram desde muito antes da era escravocrata
Só pra deixar claro..
Seis se acham superior porque sua cor vale mais caro?
Antigamente o jogo era outro, otário
Acham que podem julgar um assassino dizendo que fazem ao contrário (Hitler)
Pense bem antes de julgar
O dedo que puxa o gatilho é o mesmo que vc usa pra acusar.
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Era um homem vilão
Q na mão tinha uma flor
Que se despedaça aos poucos trazendo lhe dor
E nessa flor seu coração
Que com seus espinhos perfuram a solidão
E é dor, lamento, ódio
De ver quem te tirou tudo ocupando lugar de pódio
E poderia ser uma história de amor
Mas nesse poema nós só mostramos um homem com sua flor.
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