Denise Amaral @DeniseAmaral
Pátria

O Patzo

Um dia a cabeça deixou o corpo Decaptada pela própria mão Ela rolou e riu Adeus adorável prisão! Ela riu sem razão Mas estava feliz Um dia os braços foram cortados Pelos próprios pés Como conseguiram os dedos Segurar uma cerra elétrica? Mas a inteligência era tão pouca Já que não tinha cabeça Que ele nem questionou Por fim o pé se amputou Um de cada vez Dexou pegadas de sangue No piso duro da vida O corpo ficou ali inerte Um coração batendo sozinho Sem ter quem o concerte Denise Amaral

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