Elegia ao luto
Hoje me aproximei do luto, Solitário viajante que dos céus observava, O clamor incessante à voz que não mais escuto, Enquanto com a Lua o luto me acenava.. Quando derramou a noite sobre mim, o manto das dores que bailavam como fadas, Desfez-se o castelo secreto de marfim, Refúgio da esperança de minha vida agraciada.. Então dos céus desceu o luto a terra, Brilhando como um raio a mim apareceu, E com semblante enlutado pela guerra, Finalmente ao silêncio das palavras cedeu: "Acaso não seria eu a presença indesejada, aos homens deste mundo que de mim fogem? Mal sabem que busco as dores que os consomem, E as conduzo para o descanso de sua eterna morada.."
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