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d_malcher

@Davi_17 · desde 2021

Pior do que morrer Em tempestade É ter de renascer Em meio aos destroços Fantasma que anseia o aterro dos ossos... 23 @_d_evaneios

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Sobre-viver.

‎estou sempre atrás do que digo ‎sou sempre menor que o que quero ‎incapaz de saber o que sou ‎na finitude do que sei ‎ ‎talvez um alguém ‎que se negue a saber ‎perdido em alguém ‎que eu ainda não saiba ser ‎ ‎aprendi a morrer ‎sem deixar para trás ‎ ‎por ti hoje, sinto muito. ‎pois por você, ‎ ‎senti demais. ‎ ‎d_malcher🍁 @_d_evaneios

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Não posso mais.

não posso te salvar ‎nem que eu quisesse ‎nem mais me revestir ‎com tuas preces ‎com toda tua pressa ‎para que eu não cresça ‎conversas que assombram ‎a minha cabeça ‎ ‎não posso mais. ‎ ‎pois querer é poder, ‎e eu não posso querer, ‎nem que eu quisesse. ‎ pois saber é existir, ‎e não há mais de haver, ‎mesmo que houvesse. ‎ ‎eu que nada tinha ‎te entreguei tudo ‎não tinha nem casa ‎ ‎te dei o meu mundo ‎ ‎engoli seco meu ego ‎por ti me vi cego ‎surdo e mudo ‎ ‎sem saber acordar ‎desse sono profundo d_malcher.🍁

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Cosmonauta.

Cosmonauta. No espaço à deriva Ideias se perdendo entre as estrelas Pensamentos que consomem A perpetuar-se em meu íntimo Sem abraços, Sem toques, Sem chão. Apenas espaço. Horas que se alimentam De sanidade e silêncio De vida e futilidades Da fraqueza dos homens Verdades. Somos ecos de espaço... Nos perdendo no tempo. - Davi Malcher, @ _d_evaneios.

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Carta ao amor.

quando o amor bater tua porta não o trate com jeito de quem não se importa dê a ele um bom dia, ofereça estadia não espere a ferida pra entender que não volta pergunte a ele da semana conceda-o abraços e um café na cama pois o amor por si, não ama somos nós, que no íntimo absoluto nos oferecemos a colher dos seus frutos não o espere passar, como janeiro mas antes de tudo, se ame primeiro ser cara metade é se amar por inteiro (ser a própria saudade, o próprio parceiro... ) - Davi Malcher.🌹

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Descompasso

- queria um abraço e um colo feito semente no solo danço e me perco nos passos no meu descompasso, me isolo componho, sem fé no meu canto vertente das sombras que ecoam nos cantos e no alvorecer dos "entretantos" subitamente, me calo. - d_malcher.

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Escolha.

mas não serei peixe no teu recinto nadarei por escolha não por instinto - d_malcher

Nômade.

breve pegada em corações por onde andei. nas areias das almas daqueles que amei. meus braços, vestígios de abraços, intensos. amante de tantos lugares, todos os quais... Não pertenço. - d_malcher

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Carteira de identidade.

Quem sou eu? Sou aquilo que repito. Todo o resto que omito, quando fraco, sinto medo. Passado e futuro, ambos em conflito, esse o qual vivo em segredo. Sou mais do que o que penso. Quantas batalhas venço, só pra levantar cedo. As vezes, híper-tenso, ao sentir que não pertenço, fujo do meu próprio enredo. Autor da minha história e ator na minha escória, se demonstro, acabo preso. Dois lados de um rosto: Entre ser o próprio monstro e um ser humano indefeso. Tenho falhas, admito e em mágoas, sou perito; risos pintei de vermelho. Vivo na zona de perigo, pois meu maior inimigo: É quem enxergo no espelho... - d_malcher17

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Só um desabafo.

Eu gosto de como a escrita fez e faz parte do meu amadurecimento. Amadurecer é isso, nossas decisões nem sempre serão as melhores, mas o ponto é, o que nós podemos tirar disso? A escrita me acompanhou sempre, eu mudei, meu jeito de escrever mudou, olho alguns poemas e textos antigos e já não me convenço, mas respeito e aprecio todos, porque isso faz parte. Nunca fui o escritor mais aplicado, sempre tratei mais como um lazer, uma válvula de escape nos momentos de dor, de inspiração, nos momentos em que eu não sabia o que falar, mas tinha algo a dizer. Muitas vezes eu me vi em momentos onde não conseguia me expressar, quando o cérebro conhece milhões de palavras, mas o espírito permanece mudo, estagnado, vazio... Mas no fundo eu sempre achei alguma forma de me reconstruir como escritor, mesmo que de forma inconsciente, como a natureza que renasce após os desastres, eu me sentia disperso de todas as emoções, disperso de quem fui e do que me fazia sentir vivo, mas foram esses momentos que me mostraram algo que eu demorei a entender: Independente dos meus altos e baixos, minhas falhas, fossem elas pessoais ou criativas, a escrita e arte nunca me abandonaram. Sem querer soar clichê, mas elas sempre voltaram pra mim, mostrando que eu posso me reinventar independente da época, é o que vem acontecendo desde sempre. Não sou o melhor, até porque qualquer que seja o tipo de arte, tudo é muito de si, pessoal, particular, isso já é belo o suficiente, sempre vai haver alguém a se identificar, mas isso não significa que não posso ser melhor. Hora de ser mais grato com esse dom, pois ele sempre foi paciente comigo, nunca me julgou, sempre me permitiu tomar meu tempo e aprender com meus erros e anseios. Lembro do meu primeiro poema, 6°ano, aula de português, tive que escrever em cima da hora porque não sabia o que tirar do livro, obviamente não ficou pra lá de bom, mas começou daí, e me acompanhou até hoje, na minha luz, escuridão, durante minhas crises de identidade.(...)

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Poliglota.

quanto mais a língua domino, cegamente, meu espírito se vê: a tropeçar em palavras... - davi_malcher

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