D a r k @Dark8
Amor

Entre memórias e amanhãs

Você não sabe, mas eu fiz um cantinho dedicado a você. Sabe aqueles encontros que marcam a gente? E, por mais que a gente fuja do que sente, as memórias persistem em nos tocar. Sabe que agora eu me sinto bem. Domingo passado foi o último dia em que senti absurdos: senti dor, raiva, saudade. Senti tudo de uma vez. Depois, a segunda chegou e eu aterricei. Embora a saudade às vezes retorne, faço dela poema e escrevo sobre ti. Sobre a vida. O que passou foi efêmero e foi bom; deixo na gaveta das lembranças. Já me imaginei contando-lhe detalhe por detalhe das coisas que acho que te deixariam contente em saber. A forma como eu te via, creio que poucas pessoas te viram assim. Espero de verdade que, quando isso acontecer novamente — claro, com outra pessoa —, ela seja tão observadora quanto eu. Eu tinha uma vontade imensa de te contar; por dias, isso me deixava louca. Eu nem queria que me respondesses, nem desejava reciprocidade ao que sentia. Eu não queria te cobrar nada; apenas queria te entregar. Eu estava apaixonada, obcecada. Depois eu te amei. Agora estou sã. E, por mais que eu ainda te ame, guardo nessas linhas — independente dos domingos de saudade — sempre espero um novo amanhã. Você não precisa saber que eu te escrevi e provavelmente nunca vou te contar. Entre memórias e amanhãs É a última vez que eu te escrevo.

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