Um leve spoiler,
Olho no olho.
Você me diz baixinho:
"Continua que eu vou gozar."
Toda molhada,
Nada em mim...
Nada mais.
Sussurros, gemidos,
Fluidos no ar.
Um pesado segredo...
Orgasmo antes do toque.
Mas agora foi um choque
Pro teu leve spoiler.
Meu bem, eu virei mar.
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Você não sabe, mas eu fiz um cantinho dedicado a você. Sabe aqueles encontros que marcam a gente?
E, por mais que a gente fuja do que sente,
as memórias persistem em nos tocar.
Sabe que agora eu me sinto bem.
Domingo passado foi o último dia em que senti absurdos: senti dor, raiva, saudade.
Senti tudo de uma vez.
Depois, a segunda chegou e eu aterricei.
Embora a saudade às vezes retorne,
faço dela poema e escrevo sobre ti.
Sobre a vida.
O que passou foi efêmero e foi bom;
deixo na gaveta das lembranças.
Já me imaginei contando-lhe detalhe por detalhe das coisas que acho que te deixariam contente em saber. A forma como eu te via, creio que poucas pessoas te viram assim. Espero de verdade que, quando isso acontecer novamente — claro, com outra pessoa —, ela seja tão observadora quanto eu.
Eu tinha uma vontade imensa de te contar;
por dias, isso me deixava louca.
Eu nem queria que me respondesses, nem desejava reciprocidade ao que sentia. Eu não queria te cobrar nada; apenas queria te entregar. Eu estava apaixonada, obcecada. Depois eu te amei. Agora estou sã. E, por mais que eu ainda te ame,
guardo nessas linhas — independente dos domingos de saudade — sempre espero um novo amanhã.
Você não precisa saber que eu te escrevi e provavelmente nunca vou te contar.
Entre memórias e amanhãs
É a última vez que eu te escrevo.
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Entre áudios e fotos, perdura a saudade
De um algo mal resolvido,
As mensagens não enviadas, os sentimentos calados
A paixão que queima, os momentos guardados
Neste primeiro de abril, a mentira não cabe
Pois a verdade dói, o coração sangra e arde
O sentimento nutrido, agora dilacerado
Pelas circunstâncias, pelo tempo passado.
Me vejo perdido, sem saber como lidar
Com a paixão que cresceu, sem se apagar
Caminhos que se afastam, lembranças que ficam
Entre verdades e mentiras, o sentimento persiste e reaviva.
E assim sigo, sem respostas, sem palavras
Apenas o eco do amor, que mesmo distante, não se esvai
Em versos e memórias, em sonhos e suspiros
Um amor mal resolvido, que mesmo longe,
Boa lembrança me traz.
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O pior de tudo é que eu guardo nossas memórias.
E ainda que eu não queira visitá-las direto
Vez ou outra me pego fuçando a gaveta.
Maldita gaveta.
Separei nossas músicas por categoria
Das que me fazem sentir raiva de ti
E das que me fazem sentir saudade e poesia.
Olho teu retrato embaçado, a foto que tirei de relance aquele dia... Tava ocupada demais vivendo o momento da magia.
Visito os poucos textos que eu escrevi
E que oportuno dizer né? Era um segredo intocável. Eu ainda sei as datas, a cor das nossas roupas. Sabe que até teu cheiro eu sinto. A única coisa que você sabe é que eu sou errado, sou falho, mas custa acreditar que sobre isso eu não minto? Eu não quero pensar sobre essa pequena e pesada bagagem, eu não quero ousar te falar sobre isso.
Lamentável eu tinha dito que seria o último texto para você digitado...
Mais um bilhete amassado, talvez nunca enviado.
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Às vezes penso em te escrever, mas eu perco a coragem.
Na real até escrevo enviar é a pior parte.
Não sei como você reagiria se eu dissesse tudo o que eu penso.
É confuso, é complexo,
problemático, poemático é imenso.
O medo de ser incompreendido me deixa ainda mais tímido, me deixa muito mais tenso.
Odeio esconder o que eu sinto
Eu nem sei fazer isso direito
Minha sorte ou azar é que está distante
E ainda assim me deixa sem jeito.
Escrevi mais um bilhete
E mesmo sem meu nome
Nas linhas, sinalizo que sou o remetente. Espero que chegue ao destinatário.
Que a saudade seja o endereço para tudo aquilo que a gente nega e ainda assim não esconde o que sente.
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Eu não reservo sorrisos para momentos especiais,
A alegria sou eu,
Vou oUsar
Vai que o tempo me trai!
Não deixo palavras não ditas na escuridão,
A expressão sou eu,
Vou oUsar
Antes que tudo se vá em vão.
Ousar na vida é abrir as asas para voar,
É não se contentar em apenas sonhar.
Então, eu me arrisco, eu sigo em frente
Porque a vida é passageira, inconstante.
Não me preocupo com o que os outros vão pensar,
Pois a liberdade de ser eu mesmo é o que importa no final.
Então, vou oUsar tudo o que tenho e sou,
Sem medo, sem indecisão
Não guardo roupas apenas para uma determinada ocasião. O evento sou eu e antes que eu morra. Vou oUsar!
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É que eu sou do tipo que prefere pecar pelo excesso do que pela falta
Nada contra quem usa mas triste mesmo eu acho a falta de interesse
Se ser emocionada for brega
Gosto de coisas bregas, assim eu sou mais feliz.
Gosto que as pessoas saibam o que eu sinto por elas. E é bem fácil notar
Meus olhos entregam, minha energia transborda. Minha boca fala
Todos os sentidos derrAmam.
Sem revelam!
Sem joguinhos ou arrodeios
Sou direta do tipo que acredita que até o óbvio precisa ser dito. Vou te escrever poesias, vou te dedicar canções, vou te fazer um bom café, vou te escrever refrões
Vou assistir o céu contigo
Contemplar tua natureza
Por dentro e por fora
Apreciar tua beleza
Conhecer tua história
Guardar teus segredos
Pra que tanta burocracia
Tantas regras, tantos medos
Descobri na oralidade meu bem
Com as palavras e com a poesia
Que das minhas vontades serei sempre refém
Se não carregar com elas coragem e magia.
Descobri na oralidade meu bem...
As boas línguas não fazem fofoca
As boas línguas não despejam ódio
As boas línguas levam ao orgasmo
As boas línguas são bons negócios
E ainda que se assuste por conta de traumas antigos. Você que decide ficar ou não comigo
Não prendo ninguém.
Podemos ser amigos ou apenas bons conhecidos.
Amar também é deixar ir
Podemos até fechar o ciclo.
Amor livre é pleonasmo
Amor romântico é montanha russa
Mas também tem duas faces
Entre ser doido e ser doído.
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Tu me causa um desconforto bom
Não sei bem explicar
Talvez isso vire poesia
Versos nem tanto secretos
Que carregam afeto
Mas também levam melancolia
Talvez vire só uma memória na gaveta
Que nem sempre eu queira visitar
Mas no interior da minha alma
saberei que estará sempre lá.
E mesmo que eu ainda sinta esse "sacudir" ainda que balançada
Sempre volto a aterrissar
Chamo de desconforto não porque é ruim
Mas, porque mexe de uma forma sensível
Onde eu nem sempre quero tocar... É o amor tem dessas coisas.
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Cai de boca, explorando como um tesouro escondido, os corpos se rendem. Sede insaciáveis, tanto a dar quanto a receber, em um dançar de línguas que se entrelaçam como amantes na penumbra. A entrega mútua é o fogo que nos consome, saciando a fome voraz da paixão. O encanto que se tece em gemidos sutis, em suspiros incontidos. Somos a sinfonia do prazer, a harmonia do toque. Cai de boca e 69 revelações vieram a tona, segredo nosso, eterna canção onde dois corpos se encontram em conexão.
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Nas curvas do desejo, como uvas viníferas,
Seu corpo se abre em taças de prazer,
O suor, como o aroma de um bom vinho,
Embriaga nossos sentidos, nos leva a entender.
O êxtase é a colheita, a mais doce flor,
Cada gemido, um novo sabor,
O orgasmo, poesia em movimento,
Onde palavras cessam, e só resta o momento.
Entregues às sensações que nos invadem,
Somos versos no livro do prazer,
Vinho tinto que flui, intenso e evocativo,
Neste universo secreto que nos faz florescer.
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