Casa é o nome que dei ao que senti por você
Não sei dizer onde acaba o chão e começa o abraço. Talvez em algum ponto entre o teu riso e o meu alívio, entre o cheiro do café e o som do teu silêncio. Aprendi que lar não é um lugar — é o espaço que o amor ocupa dentro do peito, mesmo quando a pessoa se vai. Eu te chamava de casa sem perceber. Não por costume, mas por instinto. Porque tudo em mim descansava em você: os medos, os cansaços, as partes que o mundo não entendeu. E quando você sorria, o tempo ficava pequeno, como se Deus parasse um segundo pra ver o que Ele mesmo criou. Você me ensinou que amor não é luxo, é sobrevivência. Que ser amado é caber inteiro num olhar sem precisar dizer nada. E que o amor de verdade é simples — tão simples que dói. Hoje caminho por ruas que não têm teu nome, mas que guardam teus rastros. Em cada poste, uma lembrança; em cada esquina, um eco de nós. E ainda assim, há algo bonito nisso — essa dor que não mata, mas molda, essa saudade que não destrói, só mantém vivo o que foi real. Se eu pudesse te dizer uma última coisa, diria: obrigado por ter sido casa. Por ter me ensinado que amar é se despir do mundo até restar só o que é puro — duas almas errando, tropeçando, se encontrando, e chamando isso de lar. Porque, no fim, amor, “casa” é apenas a palavra que inventamos para tudo o que nos faz voltar. - Darcy
Arturo
Fiquei muito emocionado com seu precioso poema minha querida e adorada Darcy, Aimê Aka, Libriana de coração gigante como seus sonhos. Mulher plena moldada pelo universo, tempestade que não asusta, mas abraça. 💐🌹🌸
Darcy Munich
Eitaaaaa😍✨ obrigada meu amado poeta