O teu fantasma
A minha distração é te imaginar por todo canto E divagar conversas com o teu fantasma por aí; Convencer-me de que os teus olhos brilhariam E de que aquela canção alegraria os teus ouvidos. Mas tu não imaginas o que é perder Sem nunca haver possuído. Protejo meu peito das tempestades, não da chuva; Das lembranças, não dos medos. Mas os trovões ainda se fazem ouvir por toda a casa E a minha solidão permanece igual à tua. E eu só entendi o que era o amor Quando tentei te entender. Àquele que ler: sabe-se lá quem. Ao que cantarolar, tenha dó também Ao que beber, embriague-se aos poucos Ao que chorar, derrame-se aos loucos Ao que perder, que ganhe o mundo Ao que ganhar, que não perca o rumo Ao que partir, não se despeça A quem ficar, que não tenha pressa...
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.