Âncora
Bem ao fundo do mar, onde a luz não alcança Ancoro-me, por vezes, à tua lembrança Tão calma, tão mansa Meu seguro cais Meu coração conhece o caminho do mar Mas pensar em partir já me faz questionar: “Será que me arrisco a não mais voltar?” Os ventos me empurram para o lado norte Mas preso ao passado é pior do que a morte Para quebrar as correntes, preciso ser forte Assim, fundeado por vontade própria Sem bússola em mãos e à deriva do caos Percebo, finalmente, o que mais importa: Eu não sou o barco E nunca houve âncora.
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