Clamor
Crianças morrem na vala da plena intolerância Enquanto bandeiras queimam em seus corpos A paz é gravemente ferida pela sã arrogância Na guerra diária da vida que se vai dos mortos O terno que nunca é lavado no tanque de pedra É vestido por quem comanda tanques de guerra O mundo chora nas duras mãos de quem prega As mentiras que fazem pobres comerem terra O imponente verde predominante das florestas Sucumbe à enorme planície morta e incolor E a tão querida fauna se torna status nas festas Casacos de pele das madames do desamor Preta é a pele dos que pelos olhos sangram E também a mãe solteira largada por outrem Cor da eterna resistência dos que estancam A hemorragia do ódio que os humanos têm O mundo é do mundo e não de dez ou vinte Uma flor aos inocentes que se vão aos prantos Salvemos a Terra dos lordes do plano seguinte Ou a dor perdurará arrastando-se pelos cantos (Daniel T.)
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