Deveria ter sido o fim.
Com a voz trêmula, ela me pediu pra parar. Eu não encontrava razão, decidi continuar, com força, sem hesitação. Ela se encolhia, perdia a voz no estopim de nosso entrelaço. Eu ria. A perseguia, era um marginal no teu encalço. Ela implorou e eu percebi: nunca rolou. Eu insisti. O fim estava decretado desde o último misto-quente. Eu estava encantado, mal percebia ela indo embora lentamente. Tão cego estava, seus sinais eram gritos, berros, socos e humilhação. Tão tolo amava, mal percebia seu tempestuoso pisão. Ela me pediu pra parar. Eu fingi não perceber. Não paro mais de pensar no quanto ainda há de chover.
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