Ekwissul @Conficidencial
Amor

Uma despedida

Ele está suando debaixo de seu terno e cartola, várias pessoas que se apressam para suas casas ou trabalho se incomodam com essa presença intacta no meio do caminho. Ela está impotente, segura um bilhete na mão e seu vestido rosa contrasta com o ambiente — eles devem ter menos de um minuto até o trem chegar. Mas mesmo assim, eles ficam alí, parados, se encarando. Os outros passam por eles como borrões sem sentidos, enquanto suas pupilas dilatam e seus olhos piscam cada vez menos, cada vez mais marejados, até que essas janelas secarem nunca mais seja um risco. O bilhete escorrega pelos dedos sem forças da mulher de rosa, e apenas uma criança que acompanha sua mãe nota o papel flutuar pelo ar poluído. Está abafado, o cheiro de vapor e diesel deixa tudo ainda mais quente e veloz — esse lugar é assim, onde tudo é rápido e sem apreciação, onde nada importa contanto que seja eficiente. E com poucos segundos restantes, ambos permanecem parados. — Voz da Florista

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