Cintilar
No silêncio profundo da noite, um manto escuro se abre em véus, as constelações dançam quase em segredo, tecendo histórias gravadas nos céus. São fios de luz, pontos distantes, bordados no infinito do espaço, lembranças de deuses e amantes, desenhando destinos à cintilar. Órion ergue seu arco altaneiro, Cassiopeia repousa em trono brilhante, o Cruzeiro do Sul guia o viajante, em seu farol eterno e certeiro. E nós, tão pequenos, aqui da terra, olhamos o firmamento em contemplação, como quem procura, em cada estrela, o mapa secreto do próprio coração. Não quero ser luz, tampouco brilhar! Prefiro silêncio um rajado distante Luz pequena serena A meia luz quero ficar!
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