Uma manhã chuvosa
A cidade se derrete em lágrimas Daqueles que não dizem nada Só seguem pela estrada Olhando pela janela As gotas escorrem Carrem sobre o solo e molham Mas logo evaporam As vejo por trás de um vidro Mas sinto cada pingo Aqui dentro de mim Desprotegida da tempestade Que carrego em minha bagagem Sigo minha viagem Olhando para fora Tentando ver a beleza Da chuva que parece alheia Das luzes dos carros, vermelhas É tudo tão distante É tão íntimo, tão perto Que finjo não sentir E apenas observo Essa manhã cinza Que traduzo em versos Claudia C Machado
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