Cataclismo
Monótona aliança, a quem me entregarei? Que ser suporta a si mesmo sem sucumbir? Cataclismo, ruína-me, Gato Negro; Coelho, devolve-me ao tempo que esqueci. Não me redimas: não há retorno a exigir. Almejo o Alvoroço - o júbilo sepulto, a ínfima centelha que em mim já não fulgura. Que o toque da destruição consuma o vulto daquilo que chamei de essência e hoje é fratura. Não me salves. Não me restituas. Pois não há vilão ou destino a quem atribuir a origem deste fim. Se o mundo é apenas o espelho da ruína, e a dor, o único milagre que há em mim, não desejo a salvação: eu sou meu próprio Cataclismo.
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