Carlos Natan @Carlos_Natan

Alvoroço

Abraço o tudo apenas para esbarrar no nada, perdido no breu da minha própria clareza; minha mente, perita em forjar a desordem, ergue labirintos sobre a própria mesa e vê meus defeitos triunfarem sobre a leveza. Escuto a música surda que o caos orquestra: pressão, progresso, vertigem e recomeço. A bússola vacila, o eixo se desintegra, e, ainda assim, amo o abismo que atravesso esse caos meticuloso ao qual pertenço. Você não compreende o verso que delineio; eu tampouco decifro o que em mim se encerra. De pensador a pensamento, de pensamento a horror, resta a dor de não saber se o caos me habita ou se sou eu quem, em silêncio, o governa. Silêncio... Deixe o caos reinar.

Comentários · 1

  1. Nilza Poetisa

    Como você mesmo disse no final: Deixe o caos governar 🫠