Voz que não me pertence
. Sinto essa violência que você é. Para ele, o tempo se espalha como um tapete. Para ele, o seu sorriso cai leve, perfeito, como um fruto. E p/ mim? Bom, migalhas que até mesmo o vento ignora. Recolho-as. Recolo-as. Continuo com as mãos vazias. Espero que vás. Espero que fiques. Espero que me esqueças. Talvez, um dia percebas o tamanho dessa conta de silenciosos pagamentos, que fiz por ti. Talvez, tu abras a porta e vejas o vazio que deixaste. Quando o sol se pôr, não me traces com teus olhos. Olhar é responsabilizar-se e eu não quero essa dívida... Não quero o teu corpo; - repito como quem ensaia a verdade. Nunca o quis. Queria que a tua voz me chamasse de "casa". Algo simples assim, como se fosse possível ainda alterar o mundo: Diga que ainda me queres aqui, contigo.
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