Papo vegetal
Adoravam vê-la entre flores Entre flores então se tinha Mal sabiam os sabedores Que não era flor, sim erva-daninha Gostava desse disfarce isso bem lhe servia Talvez fosse mais uma alface Papel de flor não lhe caberia Tinha dentro de si uma rudeza Comuflava cada espinho Um cacto com certa delicadeza Que lembrava azevinho? Talvez uma flor feinha Dessas meio exóticas, Esperta como uma fuinha, Que perspectiva caótica! Chega de equadramento botânico! Também nada quer com o mundo animal. É pessoa despida de metáfora Então repete teimosamente Configurando a seguinte anáfora: De manhã sou gente À tarde gente Em noite gente Exigente! Camila Dió (@camiladiopoemas)
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.